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Para o banco americano, os resultados do 2T25 devem apresentar melhora da produção e potencial alta no minério de ferro, que está sob pressão
O Citi colocou na ponta dos lápis suas estimativas para a Vale (VALE3) e manteve o tom cauteloso em relação à mineradora no segundo trimestre de 2025 (2T25), mas o saldo é positivo.
Para o banco americano, os resultados do 2T25 devem apresentar uma melhora da produção, que compensará a queda nos preços praticados pela mineradora.
Além disso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do segundo trimestre deve ficar estável em comparação com o trimestre anterior e atingir US$ 3,2 bilhões.
A expectativa é que a mineradora tenha um desempenho sustentado por embarques sazonais mais fortes de minério de ferro, mesmo com os preços mais baixos.
Nessa expectativa, o Citi reitera a compra para as ADRs (American Depositary Receipts), com preço-alvo de US$ 12, com múltiplo de valor de mercado sob o Ebitda (EV\Ebitda) de 5 estimado para 2025 — um desconto de aproximadamente 15% frente a empresas globais do setor.
Um dos pilares para a tese do Citi para manter recomendação de compra para Vale se apoia nos ativos de primeira linha em minério e metais básicos.
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Na análise do banco americano, a produção de minério de ferro deve bater 82 milhões de toneladas, uma leve alta de 2% na comparação anual. Contudo, as vendas devem recuar 4%, para 77 milhões de toneladas.
Essa estimativa reflete o acúmulo de estoques que costuma marcar o período, o que coloca o preço médio por tonelada em torno de US$ 85.
Nas entrelinhas, o alívio vem dos metais básicos. Níquel e cobre devem mostrar força, com destaque para os ganhos de eficiência no níquel, puxados pelo avanço nos subprodutos — uma boa notícia em meio ao cenário de minério de ferro mais pressionado.
Apesar do cenário desafiador no curto prazo, o Citi ainda vê espaço para recuperação nos preços do minério de ferro.
A projeção é de uma média de US$ 95 por tonelada no segundo semestre de 2025, puxada por uma possível redução na produção de aço pelas usinas — movimento que ajudaria a melhorar margens e, por tabela, sustentar o preço da commodity.
Por enquanto, a demanda segue fraca na China, com o verão trazendo a típica desaceleração da atividade e o setor imobiliário ainda pressionado. A isso se somam novos entraves comerciais, que afetam o apetite da indústria por aço.
Mesmo assim, o banco elevou levemente suas projeções para a Vale em 2025. O Ebitda ajustado deve chegar a US$ 14 bilhões, uma alta de 2% em relação à estimativa anterior, apoiado justamente no minério a US$ 95/t.
Para o próximo ano, o tom já é mais cauteloso: expectativa de queda de 6% no Ebitda, para US$ 14,7 bilhões, com minério a US$ 88/t — abaixo dos US$ 93 previstos anteriormente pelo Citi.
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