O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O balanço das varejistas nacionais no 1T25 pode trazer um fio de esperança para Magazine Luiza e Casas Bahia, que têm sofrido nos últimos trimestres
Se tem uma coisa de que os investidores não morrem hoje é de tédio. O Mercado Livre (MELI34) dá a largada na temporada de balanços do primeiro trimestre das varejistas nesta Super Quarta (7), depois do fechamento dos mercados.
Logo depois vem o Magazine Luiza (MGLU3), que divulga seus resultados amanhã (8) também depois do fim das negociações. E, na semana que vem, dia 14, Casas Bahia (BHIA3) publica os números referentes aos três primeiros meses do ano.
Para esta safra, as expectativas são de resultados “decentes” para os players nacionais, como Magazine Luiza e Casas Bahia, depois de um ano fraco para o setor em 2024, de acordo com o BTG Pactual — embora as preocupações sobre o futuro da economia brasileira ainda estejam longe de sair do radar dos investidores.
Cabe lembrar que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a Selic em 0,5 ponto percentual hoje, levando a taxa básica aos 14,75%, o maior nível desde julho de 2006.
O BTG espera que a receita líquida do setor cresça 7% na comparação anual. Já o Ebitda (lucros antes dos juros, tributos, depreciação e amortização) deve subir 13% — apoiado novamente por esforços de otimização de custos, preços mais racionais e alavancagem operacional.
O lucro líquido deve crescer de R$ 27 milhões, no 1T24, para R$ 446 milhões, no 1T25. Mas, apesar da melhora em relação ao ano anterior, nem tudo são flores.
Leia Também
Para o banco, o grande desafio estará no e-commerce, que segue vivendo o dilema clássico: escolher entre crescimento e lucratividade. Duelo que deve pesar principalmente para varejistas que têm maior foco na comercialização de bens duráveis, com ticket alto. Ou seja, que dependem de crédito — é o caso de MGLU3 e BHIA3.
Apesar disso, iniciativas das empresas, como aceleração no comércio de produtos de terceiros em suas plataformas, podem ajudar os números do trimestre.
Já o Mercado Livre deve ser o grande destaque, como de costume.
Veja abaixo o que esperar de cada uma das varejistas na temporada de resultados deste primeiro trimestre.
De acordo com o Safra, o Mercado Livre ainda é o favorito e deve superar o desempenho do setor, apesar das “dores do crescimento”. Isso porque a empresa continua a apresentar um desempenho excepcional — combinando rápido crescimento, ganhos de lucratividade e geração de caixa.
A receita líquida deve alcançar US$ 5,4 bilhões, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, impulsionada por um crescimento de 21% no e-commerce e 29% na fintech.
A margem operacional deve permanecer quase estável, com uma queda de 9 pontos-base, devido às despesas mais altas necessárias para sustentar o crescimento e maiores provisões no setor de fintech.
O Ebit (lucro antes de juros e impostos) está projetado em US$ 653 milhões, um aumento de 24% em relação ao ano passado. O lucro líquido deve totalizar US$ 408 milhões, com crescimento mais moderado de 19%.
O Santander também espera trimestre de sólido crescimento do volume de vendas (GMV, na sigla em inglês) em todas as geografias. Segundo o banco, essa linha do balanço deve chegar a US$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025 — uma alta de 16,8% em comparação com os US$ 11,3 bilhões no mesmo período de 2024.
Para o Mercado Pago, a projeção é de um crescimento de 27,2% na operação, com a receita prevista para atingir US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2025, em comparação com US$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2024.
Confira as estimativas compiladas pela Bloomberg para Mercado Livre no 1T25:
A expectativa do Safra é de uma melhoria contínua. De acordo com o banco, a empresa deve reportar R$ 9,6 bilhões em vendas no primeiro trimestre de 2025, com um crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
Esse aumento deve ser impulsionado por um crescimento de 8% nas vendas físicas (B&M) e um desempenho positivo de 3P — a operação de marketplace, onde o Magazine Luiza vende produtos de terceiros em sua plataforma.
Porém, o 1P (quando a empresa vende produtos próprios em estoque) segue sob pressão, com expectativa de queda de 2% na base anual. Os bons resultados de 3P e B&M devem gerar um aumento de 40 pontos-base na margem bruta, o que resultará em uma melhoria da margem Ebitda, que deve atingir 7,8%.
Confira as estimativas compiladas pela Bloomberg para Magazine Luiza no 1T25:
Entre as empresas descritas nesta reportagem, Casas Bahia com certeza é a vista com maior cautela por parte do mercado. Porém, de acordo com as expectativas do Safra, pode ser que o primeiro trimestre traga sinais de esperança para a companhia.
“Esperamos crescimento da receita e ganhos de margem sinalizando progresso na recuperação”, escreveram os analistas em relatório.
A expectativa para o primeiro trimestre de 2025 é de um crescimento de 4% na receita líquida da BHIA3, impulsionado por um aumento de 9% nas vendas em loja física e uma alta de 24% no desempenho de 3P, com um volume de vendas mais alto, maior variedade de produtos e mais vendedores em comparação ao 1T24.
Esses fatores devem compensar a queda de 7% nas vendas de estoque próprio, que foram impactadas por ajustes na variedade e ofertas de crédito mais restritas.
A margem bruta deve expandir em 40 pontos-base, impulsionada pela maior contribuição dos serviços, um mix de vendas melhorado e crescimento da receita.
Combinada com maior eficiência, espera-se um aumento de 190 pontos-base na margem Ebitda ajustada, atingindo 8,0%, refletindo a recuperação após os impactos do 1T24. Apesar da melhora operacional, a empresa projeta um prejuízo líquido de R$ 417 milhões, devido às despesas financeiras mais altas.
Confira as estimativas compiladas pela Bloomberg para as Casas Bahia:
O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?
Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde
A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores
Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel
Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda
Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado
A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro
Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido
Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso
Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões
Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%
Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração
Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes
Empresa ganhou destaque na mídia após a tentativa de compra do Banco Master no final de 2025
Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo
Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos
Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas
Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro
Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo
Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição