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Após a operação, a companhia espanhola passa a deter 83,8% das ações na subsidiária brasileira, com o restante dos papéis sendo negociados na B3
A fatia da Neoenergia (NEOE3) detida pela Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) tem nova dona. A companhia elétrica espanhola Iberdrola anunciou, nesta quinta-feira (11), a compra da participação de 30,29% detida pelo fundo de pensão por R$ 11,95 bilhões (1,88 bilhão de euros).
De acordo com o comunicado ao mercado, a Iberdrola pagará R$ 32,50 por ação à Previ, em um acordo que ainda está sujeito às aprovações regulatórias aplicáveis e deve ser concluído nos próximos meses.
Após a operação, a companhia espanhola aumenta o controle sobre a Neoenergia para 83,8%, com os outros 16,2% sendo negociados na bolsa brasileira.
No pregão de hoje, o papel NEOE3 subia 3,02% na B3, cotado a R$ 29,04, por volta das 12h17. No ano, as ações da Neoenergia acumulam valorização de cerca de 49%, resultado superior aos 18,5% do índice Ibovespa.
A Iberdrola afirmou que a Neoenergia tem fortes perspectivas de crescimento nos próximos anos, apoiada pelo aumento esperado dos investimentos em redes reguladas com marcos regulatórios atrativos.
Segundo a companhia espanhola, a Neoenergia foi a empresa brasileira que mais investiu em infraestrutura básica em 2024, aplicando mais de R$ 9,8 bilhões na expansão, modernização, manutenção e automatização de suas redes.
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Em julho, a Neoenergia anunciou um lucro líquido de R$ 1,63 bilhão no segundo trimestre de 2025, valor que foi o dobro do apurado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 3,21 bilhões no 2T25, crescimento de 8% em relação ao 2T24, enquanto as despesas operacionais subiram 4%.
Em operação no Brasil desde 1997, a Neoenergia se coloca como o maior grupo de distribuição de energia elétrica do país em número de clientes, atendendo 40 milhões de brasileiros, com concessões para fornecimento na Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Brasília.
Analistas do BTG Pactual ponderam que o free float (quantidade de ações livres em circulação) da Neoenergia permanece em 16,2% após a transação e o acordo não ativa os direitos de tag along, mecanismo de proteção ao acionista minoritário, que dá o direito de vender as ações com as mesmas condições que o acionista controlador tem em caso de venda do controle da companhia.
Para os analistas do banco, o mecanismo não é ativado uma vez que a Iberdrola já era controladora da empresa e o movimento é de consolidação do controle. Portanto, em resumo, não há mudança no controle.
“A Iberdrola agora levará algum tempo para decidir estrategicamente seu próximo passo. Considerando a intensidade de capital do setor no Brasil e as oportunidades futuras em potencial, o acionista controlador pode optar por manter as portas do mercado de capitais brasileiro abertas”.
A Genial Investimentos também afirma que a movimentação não dispara direito de tag along para o acionista minoritário, tendo em vista que a Previ já fazia parte do grupo controlador da empresa.
“Entretanto, o preço oferecido pelo controlador significa um prêmio de cerca de 15% em relação ao preço de fechamento no pregão de ontem (R$ 28,2 por ação). O baixo free-float pós-aquisição nos faz acreditar que um eventual fechamento de capital é um cenário que não deve ser descartado”, ponderam os analistas.
A Genial pontua ainda que esse evento se une a movimentações recentes de acionistas controladores (smart money) adquirindo participações em suas operações em meio a um cenário de valuation depreciado na bolsa brasileira.
*Com informações do Money Times
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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