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CRISE CORPORATIVA

Opportunity acusa Ambipar (AMBP3) de drenar recursos nos EUA com recuperação judicial — e a gestora não está sozinha

A gestora de recursos a acusa a Ambipar de continuar retirando recursos de uma subsidiária nos EUA mesmo após o início da RJ

Logo da Ambipar (AMBP3) num furacão
Logo da Ambipar (AMBP3) num furacão. - Imagem: SD com ChatGPT

A gestora Opportunity entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos para contestar um pedido de financiamento de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 16 milhões) feito pela Ambipar (AMBP3) para sua subsidiária americana, a Ambipar Emergency Response.

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Segundo o documento, divulgado pelo Estadão, a Opportunity — que detém 21% da subsidiária nos EUA — acusa a holding de continuar retirando recursos da empresa mesmo após o início do processo de recuperação judicial (RJ).

A ação ocorre no âmbito do Chapter 11 da empresa nos EUA, processo de reestruturação de dívidas equivalente à recuperação judicial no Brasil.

Os advogados do fundo afirmam que, pouco antes do pedido de RJ, a Ambipar transferiu quase todo o caixa da subsidiária para a controladora, uma prática que, segundo a Opportunity, segue em andamento.

A Ambipar, especializada em gestão de resíduos e soluções de sustentabilidade, teve seu pedido de recuperação judicial aprovado no Brasil em outubro para garantir a continuidade das operações e a manutenção de empregos.

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A empresa busca se recuperar de um rombo estimado em cerca de R$ 10 bilhões, envolvendo disputas com credores e acusações de manipulação de mercado.

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A situação na Ambipar Emergency Response

Enquanto isso, nos EUA, a Ambipar Emergency Response solicitou em novembro à Justiça americana um financiamento não reembolsável de US$ 3 milhões da controladora para custear o processo de Chapter 11.

A Opportunity pede o bloqueio da transferência, classificando o acordo como um “Cavalo de Troia” que poderia prejudicar credores e validar ações questionáveis da holding.

O fundo ressalta que, em dezembro de 2024, a subsidiária americana possuía mais de R$ 358 milhões em caixa consolidado, e que o segmento de “resposta a emergências” é lucrativo, diferentemente do setor ESG, que enfrenta dificuldades financeiras.

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“O pedido de financiamento não explica por que a devedora não possui fundos suficientes nem se foram buscadas alternativas de capital”, afirmam os advogados do fundo.

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Acusações de sócios minoritários

No início da semana, sócios minoritários de controladas lucrativas do grupo Ambipar também denunciam que a holding vem drenando o caixa das subsidiárias por meio de transferências diárias, que começaram logo após o pedido de recuperação judicial.

Isso, segundo os acionistas, ameaçaria a continuidade operacional dessas empresas — especialmente dado que algumas das aquisições ainda não foram totalmente quitadas.

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O Pipeline, do jornal Valor Econômico, afirma que ao menos quatro controladas — Drypol Ambipar Environmental Pet Solutions, Ambipar Environment Circular, Ambipar Environment Circular Economy FPI e Ambipar CBL Indústria e Comércio de Manufaturados — entraram com ações questionando sua inclusão no processo de recuperação judicial.

Segundo esses minoritários, as empresas estavam solventes e não possuíam garantias cruzadas com a Ambipar. Eles argumentam ainda que a inclusão das controladas no processo foi feita sem aprovação em assembleia, violando estatutos sociais e acordos de acionistas.

No total, 71 empresas foram incluídas na recuperação judicial do grupo, enquanto 16 ficaram de fora por não possuírem garantias cruzadas ou participação em dívidas do conglomerado.

De acordo com a Ambipar, a consolidação das operações facilita a elaboração e a aprovação do plano de recuperação.

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