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Enquanto os dividendos extraordinários não chegam, o Itaú reforçou a remuneração recorrente dos investidores com a operação; entenda
Enquanto parte do mercado ainda especula quando — e se — virão novos dividendos extraordinários do Itaú Unibanco (ITUB4), o banco decidiu reforçar sua política de remuneração recorrente e entregar aos acionistas um “presente de Natal” diferente: mais ações — e mais proventos no futuro.
Na noite da última quarta-feira (18), o Itaú anunciou um aumento de capital de R$ 12,8 bilhões, operação que abriu espaço para uma bonificação de 3% em ações do banco.
A injeção de capital será realizada por meio da capitalização de reservas de lucros. A operação aumentará o número de ações em circulação e, consequentemente, o volume total de proventos pagos aos investidores.
Vale lembrar que, no fim de novembro, o Itaú já havia anunciado uma remuneração bilionária de R$ 23,4 bilhões entre dividendos e JCP, incluindo R$ 1,868 por ação em dividendos pagos em 19 de dezembro de 2025.
A bonificação será realizada na proporção de três novas ações para cada 100 papéis já detidos pelos acionistas, respeitando a espécie: ações ordinárias para quem possui ON e preferenciais para quem detém PN.
No total, o banco emitirá 321,1 milhões de novas ações, sendo 163,6 milhões ordinárias e 157,5 milhões preferenciais, que serão distribuídas gratuitamente aos acionistas.
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Terão direito à bonificação os investidores posicionados nas ações do Itaú até o fim do dia 23 de dezembro no Brasil.
A partir de 26 de dezembro, os papéis passam a ser negociados na condição “ex-bonificação”, ou seja, sem o direito às novas ações.
Já o crédito dos papéis adicionais nas posições dos acionistas está previsto para o dia 30 de dezembro.
A operação também alcança os investidores internacionais. Os ADRs negociados nos Estados Unidos serão bonificados na mesma proporção, mantendo a equivalência de uma ação preferencial para cada recibo.
Embora a bonificação não represente um pagamento em dinheiro imediato, ela tem um efeito direto sobre a remuneração futura.
Isso porque o Itaú decidiu manter o valor dos juros sobre capital próprio (JCP) mensais por ação, o que faz com que o valor total pago aos acionistas aumente automaticamente em 3% após a emissão das novas ações.
Com mais ações em circulação e o JCP por papel mantido, o montante total desembolsado pelo banco em remuneração cresce em 3%. Na prática, o acionista passa a deter mais ações que continuam gerando o mesmo fluxo mensal de proventos.
Além disso, o dividendo mínimo anual assegurado às ações preferenciais permanece em R$ 0,022 por papel.
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