🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

CAPEX DA DISCÓRDIA

Não é só o prejuízo: o número do balanço da Petrobras (PETR4) que assustou o mercado — e fez as ações despencarem na B3

Os investimentos acima do esperado e o impacto sobre os dividendos ajudam a derrubar as ações da Petrobras na B3

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
27 de fevereiro de 2025
11:05 - atualizado às 8:16
Magda Chambriard em primeiro plano com painel branco atrás, com os dizeres Petrobras
Magda Chambriard, presidente da Petrobras - Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão

O prejuízo líquido de R$ 17 bilhões da Petrobras (PETR4) no quarto trimestre pegou o mercado de surpresa, mas está longe de ser o fator de maior preocupação em relação ao balanço que a estatal divulgou na noite desta quarta-feira (26).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De fato, a maior parte do prejuízo veio de fatores que estavam fora do alcance da Petrobras. O principal deles foi a alta do dólar, que impacta as dívidas das subsidiárias da estatal, mas não tem efeito no caixa.

Ou seja, se fosse apenas pelo resultado negativo, o mercado provavelmente conseguiria digerir o balanço sem maiores problemas.

Na verdade, o que assustou os investidores foi outro número do resultado da Petrobras: o volume de investimentos (capex).

Os gastos acima do esperado -- e o impacto sobre os dividendos -- ajudam a derrubar as ações da companhia. Os papéis PETR4 fecharam em queda de 3,53%, mas chegaram a cair 10% nas mínimas na B3*. A estatal promove uma conferência ao meio-dia com o mercado, e o tema dos investimentos deve dominar as discussões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras (PETR4): o capex da discórdia

O chamado capex da Petrobras somou US$ 5,7 bilhões no quarto trimestre. Trata-se de um valor muito superior em relação à expectativa dos analistas. O Goldman Sachs, por exemplo, projetava investimentos de US$ 2,5 bilhões nos últimos três últimos meses de 2024.

Leia Também

Desta forma, o capex da Petrobras no ano como um todo atingiu US$ 16,6 bilhões e estourou a estimativa (guidance) da própria companhia. Além disso, trata-se de um aumento de 31% na comparação com os investimentos de 2023.

A Petrobras argumenta que o investimento acima da expectativa não representa um custo adicional e sim uma antecipação. Isso porque houve uma redução da diferença entre a entre a evolução física e financeira da construção de plataformas em Búzios.

Então se a estatal antecipou investimentos no fim do ano passado, a expectativa para os gastos em 2025 será menor, certo? Errado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Petrobras manteve o guidance de capex para este ano em US$ 18,5 bilhões, com uma variação de 10% para mais ou para menos.

Mais investimentos = menos dividendos

Com o volume de investimentos bem acima do esperado no quarto trimestre, os dividendos da Petrobras foram na direção contrária.

A estatal anunciou a distribuição de R$ 9,1 bilhões aos acionistas, ou seja, R$ 0,70954522 por ação ordinária e preferencial.

O valor ficou bem abaixo da expectativa, que variava entre R$ 14,4 bilhões e R$ 17,3 bilhões, de acordo com as projeções colhidas pelo Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, a expectativa de que a Petrobras mantenha o pé no acelerador dos investimentos também tende a reduzir o potencial de pagamentos futuros de dividendos.

Petrobras (PETR4): falha de comunicação?

O volume de investimentos foi uma surpresa negativa, mas a forma como a empresa se comunicou com o mercado pode ter amplificado o problema, de acordo com os analistas do BTG Pactual.

Isso porque a companhia havia anunciado inicialmente que investiria US$ 18 bilhões em 2024, mas acabou reduzindo o guidance para US$ 14 bilhões em agosto do ano passado.

“Se o guidance não tivesse sido ajustado no meio do ano, as expectativas estariam mais alinhadas”, escreveu o BTG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De todo modo, os analistas seguem confiantes com a estatal. “Mantendo inalteradas nossas premissas de capex, produção e preços do petróleo, projetamos um dividend yield de 15% para 2025, o que sustenta nossa tese de investimento.”

Assista também - LULA CAI E BOLSA SOBE: Como a popularidade do presidente mexe com os mercados

*Matéria atualizada com a cotação de fechamento das ações da Petrobras

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar