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Com 99% das ações já nas mãos do Grupo Abra, a Gol quer encerrar o capital e comprar a fatia que ainda pertence aos minoritários; veja as condições
A Gol (GOLL54) está preparando as malas para deixar a bolsa de valores e pretende apresentar uma oferta para adquirir a fatia do capital que ainda não está nas mãos do Grupo Abra, dono de 99% da companhia.
Embora apenas cerca de 0,08% (ou 7 bilhões de ações) do capital total esteja circulando entre os minoritários, eles ainda são um grupo numeroso de quase 100 mil pessoas físicas, 244 pessoas jurídicas e 94 investidores institucionais, segundo dados de maio, última divulgação feita pela aérea.
Os acionistas devem votar, no começo do mês que vem, uma oferta pública de aquisição (OPA) da Gol Investment Brasil, holding controladora do grupo, para comprar essa pequena fatia do bolo por até R$ R$ 47,25 milhões. Caso contrário, a oferta poderá ser cancelada.
Cabe lembrar que a precificação da OPA ainda será estabelecida por auditorias independentes. Ou seja, não necessariamente chegará ao valor teto (R$ 47,2 milhões) previsto pela empresa.
Mas se esse for o caso, há um prêmio de 23,7% em relação ao preço de fechamento das ações na última segunda-feira (13), a R$ 5,08 — ou R$ 0,005, uma vez que GOLL54 representa um lote de 1 mil ações GOLL4. Essa estrutura foi criada para que as ações se enquadrassem nas regras da B3, depois que uma conversão de dívidas transferiu o controle para o Grupo Abra e diluiu quase completamente os acionistas da aérea.
Isso porque, no fechamento de ontem, a totalidade das ações circulantes valia cerca de R$ 38,2 milhões. Em outras palavras: menos do que o controlador está disposto a oferecer. Mas é importante enfatizar: não há garantias que o valor de R$ 47,25 milhões será atingido depois da avaliação da auditoria.
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A companhia Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que é hoje a empresa listada na bolsa de valores, vai deixar de existir. Ela será incorporada pela Gol Linhas Aéreas, empresa operacional do grupo ou aquela que de fato realiza os voos.
Além disso, a Gol Investment Brasil, a holding controladora ligada ao grupo Abra, também será incorporada pela mesma Gol Linhas Aéreas. Depois disso, restará apenas uma empresa no grupo.
Como parte dessa operação, os atuais acionistas da Gol Linhas Aéreas Inteligentes vão receber ações da Gol Linhas Aéreas:
O direito de recesso para acionistas dissidentes — ou seja, quem não quer participar da operação — é garantido só para quem estava na base acionária até 13 de outubro.
Esse direito poderá ser exercido em até 30 dias após a publicação da ata da assembleia que aprovar a operação, e o reembolso será pago em dinheiro, calculado com base no valor contábil das ações em 30 de junho de 2025.
De acordo com dados do Investig.com, GOLL54 fechou o pregão dessa data em R$ 142. Isso significa que cada ação GOLL4 estava valendo R$ 0,14 (lembrando que o valor precisa ser dividido por 1 mil, uma vez que se trata de um lote, como explicado acima).
Mas a empresa não divulgou o valor oficial, essa é apenas uma estimativa do Seu Dinheiro com base no valor de fechamento publicado na plataforma.
De acordo com analistas da Genial, a conversão de dívida em equity diluiu fortemente o acionista minoritário e transformou boa parte da dívida do grupo Abra em participação acionária (explicamos abaixo).
Segundo a empresa, a incorporação vai eliminar sobreposições administrativas e societárias entre as três empresas envolvidas (Gol Linhas Aéreas Inteligentes, Gol Linhas Aéreas e Gol Investment Brasil).
Hoje, o grupo precisa manter estruturas contábeis, fiscais e jurídicas separadas, com obrigações duplicadas — como balanços, auditorias e assembleias distintas.
Assim, a incorporação da melhoria da eficiência financeira: ao concentrar todo o caixa do grupo em uma única companhia, a Gol espera reduzir custos com operações intercompany (transferências entre empresas do mesmo grupo) e aumentar a rentabilidade do capital disponível.
Na prática, isso facilita o controle de fluxo de caixa e o uso de recursos para financiar a operação aérea, sem travas societárias internas.
A Gol sofreu com a velha sina do setor aéreo: receita em real e contas em dólar. Querosene de aviação, leasing e outros contratos… são todos na moeda estrangeira, enquanto o dinheiro que você paga na sua passagem é na nossa divisa.
Além disso, o setor aéreo demanda planejamento de longo prazo. A compra de aeronaves envolve custos expressivos e longas filas de entrega, o que obriga as companhias a antecipar suas necessidades com base em projeções de demanda para os próximos anos.
Se alguma coisa dá errado, já era. Caso a empresa adquira mais aviões do que o necessário, enfrentará ocupação insuficiente ou precisará reduzir tarifas para preencher os assentos. Caso compre menos, a oferta limitada pode levar à perda de clientes e à migração da demanda para concorrentes ou outros meios de transporte.
Em qualquer cenário, o impacto financeiro é negativo.
E a pandemia veio para abalar de vez a empresa. Com aviões parados e receitas em queda livre, as empresas do setor sofreram fortes perdas e foram obrigadas a aumentar o nível de endividamento para manter suas operações. Em 2021, a empresa reportou alavancagem de 9,7 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado.
Em 2022, os controladores da Gol e da Avianca anunciaram a criação do Abra Group Limited, um “guarda-chuva” societário para coordenar sinergias mantendo marcas e times independentes — movimento pensado para dar fôlego financeiro e escala regional sem fusão operacional imediata.
Em 2023, com a demanda doméstica aquecida, a empresa até chegou a ter um fôlego, mas gargalos globais e atrasos na cadeia da Boeing voltaram a limitar a velocidade de crescimento.
O quadro de dívida elevada e de dinheiro ainda caro levou ao pedido de proteção no Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial) nos EUA em janeiro de 2024, com apoio do Abra como credor relevante.
A empresa anunciou ter obtido um financiamento DIP (debtor-in-possession) de US$ 950 milhões, liderado por fundos ligados ao próprio Abra. Esse empréstimo deu à Gol liquidez imediata e, ao mesmo tempo, garantiu ao grupo fruto da união com a colombiana Avianca preferência na conversão futura em ações — ou seja, já colocava o grupo no centro da reestruturação.
Em maio deste ano, a Gol conseguiu aprovação para o plano reorganização da Gol, que previa a eliminação de até US$ 1,6 bilhão em dívidas financeiras, a extinção de cerca de US$ 850 milhões em outras obrigações, como arrendamentos e passivos trabalhistas negociados, e a conversão de parte dos créditos do financiamento DIP — concedido pelo grupo Abra e por outros credores — em capital da companhia.
Essa aprovação judicial marcou o encerramento da fase de recuperação nos Estados Unidos.
No Brasil, o plano foi implementado por meio de uma assembleia de acionistas que aprovou um aumento de capital social de R$ 12 bilhões. O detalhe crucial: esse valor não entrou em dinheiro novo, e sim como capitalização de créditos — os mesmos créditos que o Abra e outros credores detinham contra a Gol.
Esses créditos foram convertidos em ações, e a empresa emitiu mais de 9 trilhões de novas ações (8,19 trilhões ordinárias e 969 bilhões preferenciais). Assim, o Abra Group, via Gol Investment Brasil, passou a deter 99,97% das ações ordinárias e 99,22% das preferenciais.
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