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A operação teve como objetivo converter em ações os créditos devidos pela Gol, conforme o plano de recuperação judicial aprovado na Justiça dos EUA
A Gol (GOLL54) concluiu nesta quarta-feira (16) o aumento de capital social no valor de R$ 12 bilhões, captação que faz parte do plano de reestruturação financeira da companhia no âmbito do Chapter 11, aprovado em maio deste ano.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram emitidas cerca de 8,19 trilhões de ações ordinárias e 968,82 bilhões de ações preferenciais da companhia aérea, com valores de R$ 0,0002857142 e R$ 0,01, respectivamente.
A operação teve como objetivo converter em ações os créditos devidos pela Gol, conforme o plano de recuperação judicial aprovado na Justiça dos EUA.
Durante o prazo para os acionistas exercerem o direito de preferência, encerrado em 14 de julho, nenhum minoritário subscreveu ações ordinárias e apenas 7,32 bilhões de papéis preferenciais — cerca de 0,76% — foram subscritos, no valor de R$ 73,2 milhões.
Como previsto no plano de reestruturação, a Gol Investment subscreveu:
A empresa faz parte do mesmo grupo da companhia aérea e, no contexto do Chapter 11, foi usada como veículo para capitalizar a aérea.
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Com isso, a Gol Investment passa a ser titular de 99,97% das ações ordinárias e 99,21% das preferenciais da aérea.
A acionista informou que avalia alternativas para atender à exigência de percentual mínimo de ações em circulação, conforme o regulamento do Nível 2 da B3.
Enquanto os acionistas da Gol tiram as máscaras de oxigênio depois da forte turbulência que foi a recuperação judicial nos EUA, os cintos ainda precisam estar bem afivelados, na visão do BTG Pactual.
O banco recomenda a venda das ações, mesmo depois que a companhia deixou o Chapter 11.
“Após a reestruturação, a alavancagem da companhia continuará elevada, em 5,4x, e a Abra passará a deter 80% da Gol”, escrevem os analistas do banco em relatório.
A Gol obteve US$ 1,9 bilhão em financiamento de saída durante o processo de reestruturação supervisionado pelo tribunal e quitou o financiamento DIP — um capital que serve para a empresa manter suas atividades durante o processo.
Assim, ela sai da reestruturação com US$ 900 milhões em liquidez.
*Com informações do Money Times
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A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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