Gol (GOLL4) dispara mais de 30%, enquanto Azul (AZUL4) figura entre maiores quedas do Ibovespa; entenda o que está acontecendo
Na véspera, Azul teve sua nota de crédito rebaixada pela agência de risco S&P, enquanto Gol avançou para fim do processo de recuperação judicial nos EUA

As ações da Gol (GOLL4) fecharam esta quarta-feira (21) com uma das maiores altas da bolsa brasileira, após uma valorização de mais de 12% na véspera. Os papéis GOLL4 terminaram o dia com ganho de 36,27%, cotados a R$ 1,39.
Em contrapartida, sua colega Azul (AZUL4) passaram o dia entre as maiores baixas do Ibovespa e fecharam em queda de 4,63%, a R$ 1,03.
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Na véspera, as duas companhias aéreas tiveram notícias importantes sendo divulgadas: a Azul teve sua nota de crédito rebaixada pela agência de risco S&P, enquanto a Gol avançou para o fim do processo de recuperação judicial nos EUA.
Agência rebaixa nota de crédito da Azul
A Azul anunciou, na noite de terça-feira (20), que a agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou sua nota de crédito de “CCC+” para “CCC-”, com perspectiva negativa, citando o risco elevado de calote devido à liquidez fraca e queima de caixa.
Segundo a S&P, apesar das reestruturações de dívida anteriores, a elevada dívida e os pagamentos de leasing continuam a representar desafios significativos para a Azul, limitando o acesso a financiamentos adicionais.
A perspectiva negativa do rating indica a maior probabilidade de inadimplência nos próximos seis a doze meses, a menos que haja uma melhora substancial no fluxo de caixa ou novas fontes de financiamento.
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O rebaixamento pela S&P sai poucos dias após outra agência de risco, a Fitch, ter tomado uma decisão semelhante.
Gol chega perto do fim da recuperação judicial nos EUA
Já a Gol apresentou nesta terça-feira (20), em audiência decisiva nos Estados Unidos, o seu plano para sair do chamado Chapter 11, processo semelhante à recuperação judicial brasileira, iniciado em janeiro de 2024. O plano foi aprovado pela justiça de Nova York.
A empresa havia chegado ao encontro com boas notícias: uma captação de US$ 1,9 bilhão na semana passada, além do apoio da maior parte dos credores.
Após esse aval, o processo da Gol deve passar por trâmites finais e terminar no começo de junho, segundo estimativa da empresa. No dia 30 de maio acontece uma assembleia geral para aprovar o aumento de capital previsto no plano de recuperação.
Fusão com Azul subiu no telhado?
A saída da Gol do Chapter 11 sempre foi citada como essencial para o andamento das negociações de uma potencial fusão com a Azul, já que o objetivo da operação seria criar uma companhia aérea mais saudável.
Acontece que neste momento, em que a Gol caminha para sair da recuperação judicial nos EUA, esta possibilidade é avaliada pela Azul.
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Em resposta aos rumores sobre uma possível recuperação judicial, a Azul afirmou que "monitora constantemente alternativas" que possam contribuir para o fortalecimento de sua estrutura de capital e preservação de liquidez, com foco na sustentabilidade de longo prazo de suas operações.
A companhia afirma que realizou progressos significativos na redução de sua dívida e alavancagem, e esclarece, em comunicado ao mercado, que permanece em discussões contínuas com parceiros para otimizar sua estrutura de capital e posição de liquidez.
Os analistas André Ferreira, do Bradesco BBI, e Wellington Lourenço, da Ágora Investimentos, avaliam que uma entrada da Azul em Chapter 11 pode levar ao atraso ou até mesmo cancelamento das negociações.
“O futuro do negócio ainda é incerto, com o CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmando que o grupo está trabalhando para garantir que a Gol saia de sua reestruturação em uma posição forte e que o acordo com a Azul não seja necessário”, pontuam.
* Com informações do Money Times
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