Gol (GOLL4) tem plano de reestruturação aprovado nos EUA e já vê fim do Chapter 11 no começo de junho
A empresa chegou ao encontro de hoje com a Justiça norte-americana com uma boa notícia: uma captação de US$ 1,9 bilhão, além do apoio da maior parte dos credores

A empresa aérea Gol (GOLL4) apresentou nesta terça-feira (20), em audiência decisiva nos Estados Unidos, o seu plano para sair do chamado Chapter 11, processo semelhante à recuperação judicial brasileira, iniciado em janeiro de 2024. O plano foi aprovado pela justiça de Nova York.
A empresa havia chegado ao encontro com boas notícias: uma captação de US$ 1,9 bilhão na semana passada, além do apoio da maior parte dos credores.
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E agora, quais são os próximos passos? Após esse aval, o processo da Gol deve passar por trâmites finais e terminar no começo de junho, segundo estimativa da empresa. No dia 30 de maio acontece uma assembleia geral para aprovar o aumento de capital previsto no plano de recuperação.
A expectativa pela decisão fez as ações GOLL4 operarem no azul ao longo desta terça-feira (20). Por volta das 15h, os papéis subiam 3,2%, a R$ 0,94. Os papéis fecharam com valorização de 12,09%, a R$ 1,02.
Credores com objeções ao plano
Na segunda-feira (19), a Oracle, um dos que credores que havia se manifestado contra um aspecto do plano, retirou sua objeção, de acordo com documentos oficiais, informa o jornal O Estado de S. Paulo.
A Tam Linhas Aéreas também tinha apresentado uma objeção ao juiz em Nova York, que foi retirada na semana passada.
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Havia ainda dois grupos com objeções, segundo os documentos.
Captação de R$ 1,9 bilhão
Na sexta-feira passada (16), a Gol anunciou a captação de US$ 1,9 bilhão por meio da emissão de instrumentos de dívida.
Segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia obteve compromissos vinculantes de credores e investidores para o financiamento, que equivale a cerca de R$ 10,8 bilhões, considerando as cotações atuais do dólar.
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O dinheiro captado será usado para amortizar o financiamento temporário que a Gol tomou durante o Chapter 11, conhecido como financiamento de devedor em posse. Além disso, parte dos recursos servirá para pagar os custos da transação, que são as despesas relacionadas ao processo de recuperação judicial e à emissão dos títulos de dívida.
Também será destinado a reforçar a liquidez da empresa após a saída do Chapter 11, garantindo que a Gol disponha de capital de giro suficiente para manter suas operações e atender outras necessidades do negócio.
Fusão com Azul subiu no telhado?
A saída da Gol do Chapter 11 sempre foi citada como essencial para o andamento das negociações de uma potencial fusão com a Azul, já que o objetivo da operação seria criar uma companhia aérea mais saudável.
Acontece que neste momento, em que a Gol caminha para sair da recuperação judicial nos EUA, esta possibilidade é avaliada pela Azul.
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Em resposta aos rumores sobre uma possível recuperação judicial, a Azul afirmou que "monitora constantemente alternativas" que possam contribuir para o fortalecimento de sua estrutura de capital e preservação de liquidez, com foco na sustentabilidade de longo prazo de suas operações.
A companhia afirma que realizou progressos significativos na redução de sua dívida e alavancagem, e esclarece, em comunicado ao mercado, que permanece em discussões contínuas com parceiros para otimizar sua estrutura de capital e posição de liquidez.
Os analistas André Ferreira, do Bradesco BBI, e Wellington Lourenço, da Ágora Investimentos, avaliam que uma entrada da Azul em Chapter 11 pode levar ao atraso ou até mesmo cancelamento das negociações.
“O futuro do negócio ainda é incerto, com o CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmando que o grupo está trabalhando para garantir que a Gol saia de sua reestruturação em uma posição forte e que o acordo com a Azul não seja necessário”, pontuam.
* Com informações do Money Times
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