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Carina Brito

Carina Brito

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Trabalhou como repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e já escreveu para Valor Econômico, Revista Galileu e UOL. Hoje é editora de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Carreira e ESG do Seu Dinheiro.

NEGÓCIOS DAS MULHERES

Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito 

Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025

Carina Brito
Carina Brito
30 de dezembro de 2025
6:00 - atualizado às 13:39
Ana Fontes é a fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), - Imagem: Divulgação

Ao longo de mais de 15 anos, Ana Fontes construiu um dos maiores ecossistemas de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil.

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Fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), ela ajudou a levar para o centro do debate temas como geração de renda e autonomia financeira das mulheres em um período em que essas pautas ainda tinham pouca visibilidade no país.

Hoje, a atuação conjunta das duas organizações já impactou direta e indiretamente mais de 15 milhões de pessoas. Segundo Fontes, os efeitos do fortalecimento econômico das mulheres vão além do negócio.

“Quando as mulheres prosperam financeiramente, tendem a reinvestir na educação dos filhos, no bem-estar da família, na melhoria da estrutura da casa e no fortalecimento da comunidade ao redor. Também é comum que tragam outra mulher para o negócio”, afirma.

A estimativa é que, a cada mulher apoiada pelas organizações, pelo menos outras quatro pessoas sejam impactadas, considerando família e entorno.

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A RME e o IRME atuam de forma complementar, mas possuem funções distintas. A rede desenvolve programas de capacitação e aceleração de negócios, produz conteúdo educacional e promove conexões entre empreendedoras por meio de comunidades digitais, encontros presenciais e iniciativas de networking.

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Também atua na conexão entre empreendedoras e grandes empresas, com o objetivo de firmar parcerias com o setor privado para a cocriação de projetos de impacto.

Já o instituto é a organização sem fins lucrativos que executa projetos sociais, com foco na capacitação e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Juntas, a RME e o IRME atuam em mais de 2 mil municípios, mantêm parceria com mais de 130 organizações da sociedade civil e mobilizam uma rede de mais de 200 pessoas, entre embaixadoras e mentoras.

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Ao longo dessa trajetória, também produziram mais de 1.300 horas de conteúdo educacional em vídeo e desenvolveram dezenas de projetos em parceria com empresas e instituições.

Anualmente, também ocorre o Festival Rede Mulher Empreendedora, que oferece conteúdos de gestão, liderança, tecnologia, entre outros. A edição de 2025, realizada na cidade de São Paulo, registrou quase 20 mil inscrições.

União de mulheres empreendedoras

A história de Ana Fontes com o empreendedorismo começou no fim de 2008, quando criou a plataforma de recomendações positivas ElogieAki. Em 2010, foi selecionada para um programa gratuito da Fundação Getulio Vargas (FGV) voltado a mulheres empreendedoras. A experiência foi decisiva, mas também gerou um incômodo: apenas 35 mulheres haviam sido escolhidas entre mil inscritas.

A partir dessa inquietação, Fontes criou o blog Rede Mulher Empreendedora, com a proposta de compartilhar os aprendizados do curso com outras mulheres.

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Ela adaptava conteúdos técnicos, especialmente de marketing, para uma linguagem mais acessível e contava com a colaboração de colegas para temas que não dominava. Em apenas seis meses, o blog alcançou cerca de 100 mil mulheres, apesar de ter sido divulgado inicialmente para um grupo de mil.

O crescimento levou à criação de um grupo no Facebook, que facilitou a troca entre as participantes e impulsionou a realização de encontros presenciais. Com o aumento da visibilidade, empresas passaram a procurar a iniciativa para parcerias, o que exigiu a estruturação do negócio.

No terceiro ano, a Rede Mulher Empreendedora iniciou seu processo de profissionalização. O Sebrae foi o primeiro parceiro institucional, cedendo espaço para os encontros. Em 2012, o Itaú se tornou o primeiro cliente pagante, com a criação do programa Itaú Mulher Empreendedora em parceria com a rede.

Fontes optou por não adotar um modelo de assinatura para evitar barreiras financeiras às participantes e passou a buscar financiamento junto a grandes empresas, mesmo diante das dificuldades para sustentar a operação.

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Após sete anos de atuação, viu a necessidade de criar uma organização dedicada exclusivamente a mulheres em situação de maior vulnerabilidade, como negras, indígenas, pessoas trans e vítimas de violência. Assim nasceu o Instituto Rede Mulher Empreendedora.

A transição exigiu aprendizado sobre o terceiro setor e ganhou impulso em 2018, com uma doação milionária do Google, que ampliou a escala, a visibilidade e a credibilidade do trabalho.

Desde então, a atuação do instituto também envolveu coletar e divulgar pesquisas sobre o empreendedorismo feminino no Brasil para estimular a criação de políticas públicas baseadas em dados e pesquisas produzidas pela própria rede.

Expansão e planos futuros

Em 2025, a RME celebrou seus 15 anos em um contexto que Ana Fontes define como desafiador para os negócios sociais, mas marcado por novas frentes de atuação. A principal delas é a criação de um fundo de investimento para mulheres empreendedoras, a primeira iniciativa da organização no território do crédito.

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Liderado pelo Instituto RME em parceria com o Banco Pérola, o Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras (FIRME) prevê empréstimos de R$ 12 mil para negócios com impacto social e em sustentabilidade, com potencial de crescimento.

A RME será responsável pela gestão dos recursos, pela seleção das empreendedoras e pelo acompanhamento técnico, que inclui qualificação em gestão e educação financeira antes da liberação do crédito.

O primeiro ciclo oferece 50 vagas e já atraiu 600 interessadas, com inscrições prorrogadas até janeiro de 2026. O acompanhamento, com mentoria e apoio à gestão, terá duração de 18 meses, período em que o empréstimo poderá ser pago.

Até então, a atuação da RME no acesso a recursos financeiros se dava principalmente por meio de microdoações, com valores médios entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, voltadas a negócios muito pequenos — iniciativa que seguirá ativa.

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Para Fontes, a criação do fundo representa um passo estratégico. “Estamos entrando em um território a princípio desconhecido para nós, mas com muita motivação. Sabemos que dinheiro é um dos principais gargalos para os negócios das mulheres se desenvolverem”, afirma.

Para o futuro, a Rede Mulher Empreendedora pretende aprofundar sua atuação no acesso a capital e crédito, além de avançar em frentes como compras inclusivas, buscando modelos para que empresas e governos direcionem parte de suas aquisições a grupos minorizados, como mulheres negras, indígenas e empreendedoras de periferias.

Outro eixo prioritário é a ampliação do olhar sobre a vida da mulher como um todo, incluindo saúde — especialmente saúde mental — e a economia do cuidado.

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