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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

HORA DE COMPRAR

Direcional (DIRR3) ainda longe do topo: BB vê potencial para alta de mais 30% impulsionada por dividendos e Minha Casa Minha Vida

Constante no MCMV e com subsidiária Riva em ascensão, DIRR3 teve seu preço-alvo elevado pelo BB-BI para R$ 20, ante os R$ 14 anteriores

Bia Azevedo
Bia Azevedo
26 de setembro de 2025
13:00 - atualizado às 12:05
Fachada da Direcional, vista de baixo para cima, com céu azul ao fundo.
Direcional - Imagem: Divulgação

Se há quem diga que a Direcional (DIRR3) chegou ao limite de valorização depois do rali deste ano, a equipe do BB-BI ainda vê espaço para mais. A equipe de análise do segmento de investimentos do Banco do Brasil elevou o preço-alvo para os papéis, de R$ 14 para R$ 20, após a incorporação dos resultados do primeiro semestre. 

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Em relação ao fechamento da última quinta-feira (25), isso representa um potencial de alta de cerca de 30%. As ações da empresa têm sido uma das grandes vitoriosas da bolsa em 2025, com alta de mais de 77%. 

Por que comprar as ações da Direcional, segundo o BB-BI

Em relatório, o analista Felipe Mesquita destaca que a companhia tem apresentado bons resultados, com crescimento de 13,5% nos lançamentos no primeiro semestre de 2025, que somaram R$ 5 bilhões nos últimos 12 meses.

No mesmo período, as vendas líquidas consolidadas da companhia avançaram 25%, refletindo uma demanda resiliente pelos produtos. Além disso, a construtora alcançou um lucro líquido anual de R$ 690 milhões ao final de junho, uma alta de 48,5% sobre a mesma janela do ano anterior.

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De acordo com o relatório, a recomendação de compra também se baseia na manutenção do bom desempenho do segmento de baixa renda, que tem se beneficiado principalmente pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

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O BB aponta, como ponto positivo, a ampla expertise da Direcional em regiões com alto déficit habitacional, equilibrando volume de vendas com margens competitivas. 

O potencial de dividendos 

Além da marca Direcional, a construtora também tem a Riva, que antes operava majoritariamente fora do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Contudo, o lançamento da Faixa 4 do MCMV, que abarca famílias com renda de até R$ 12 mil, mudou o cenário, com os olhos se voltando para a subsidiária.

Essa mudança de foco se reflete nos números: a Riva representou cerca de 32% dos lançamentos e 35% das vendas da Direcional no primeiro semestre.

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E para potencializar esse crescimento, a Direcional vendeu uma participação de 10% da subsidiária para a gestora Riza. O negócio gerou um encaixe de aproximadamente R$ 265 milhões para a Direcional.

O investidor ainda pode subscrever um percentual adicional para chegar até 15% de participação na Riva. Segundo o BB, há expectativa de que os recursos obtidos com a venda sejam distribuídos, total ou parcialmente, como proventos aos acionistas.

Sem considerar os efeitos dessa negociação, a construtora já pagou cerca de R$ 1,24 por papel nos últimos 12 meses (ajustado pelo desdobramento de ações na proporção de 1 para 3 realizado no terceiro trimestre de 2025), o que equivale a um dividend yield de quase 8%.

Riscos no radar

O relatório também aponta que, entre os principais riscos para a tese de investimentos, estão a eventual falta de crédito para clientes do MCMV, aumento nos custos de construção e atrasos na aprovação de projetos.

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Além disso, a casa alerta para os juros ainda elevados, que podem reduzir a demanda por financiamentos, especialmente para os empreendimentos de médio padrão.

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