Cogna (COGN3) e Yudqs (YDUQ3) retomam conversa de fusão e Bradesco BBI aponta o casamento como ótimo negócio
As duas empresas de educação estão entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (5), mas as negociações ainda andam a passos lentos

Parece que as conversas entre a Cogna (COGN3) e a Yduqs (YDUQ3) sobre uma possível fusão foram retomadas, de acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo — e a notícia mexe com as ações das duas empresas de educação.
Os presidentes do conselho da Yduqs, Juan Pablo Zucchini, e da Cogna, Rodrigo Galindo, teriam se reunido na semana passada para discutir a possível união entre as companhias. Walfrido Mares Guia, sócio e conselheiro da Cogna, também participou da conversa.
Para os analistas do Bradesco BBI, as chances de concretização do enlace são maiores agora do que em setembro do ano passado.
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A notícia parece ter sido bem recebida pelo mercado, com COGN3 e YDUQ3 figurando entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (5), com 7,28% e 3,00% às 12h55, respectivamente.
Os analistas apontam que, neste momento, a avaliação das empresas está mais alinhada, além de haver melhor visibilidade sobre as novas regulamentações do setor — com divulgação prevista para 9 de maio — e uma perspectiva “mais clara” de lucros com base no principal período de captação de alunos do ano.
O retorno do fluxo de caixa livre para o acionista está previsto em 9% para a Cogna e 10% para a Yduqs, de acordo com o Bradesco BBI. A expectativa do banco é que todo o setor de educação tenha um crescimento total de 7% nas matrículas em relação ao mesmo período de 2024.
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Casamento entre Yduqs e Cogna seria um bom negócio
Caso a fusão seja anunciada, a expectativa é de ganhos relevantes, com sinergias em custos e despesas, além de menos competição no ensino a distância, segundo os analistas.
Se as conversas avançarem, a projeção do Bradesco BBI é de uma melhoria de 1 ponto percentual na margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) — excluindo Saber e Vasta —, em relação aos atuais 34%.
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Isso resultaria em um VPL (valor presente líquido) por ação de R$ 0,23 para a Cogna e R$ 1,90 para a Yduqs — representando um potencial de valorização de 9% e 13%, respectivamente, em relação ao último fechamento dos papéis.
História entre Yduqs e Cogna é antiga
Em 2017, a união dos negócios foi impedida com a desaprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A fusão entre a Kroton e a Estácio — hoje Cogna e Yduqs, respectivamente — foi rejeitada devido à concentração no mercado de ensino a distância (EAD).
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Na época, as companhias teriam, juntas, cerca de 40% do setor. Mas agora, com a flexibilização das regras do EAD pelo Ministério da Educação (MEC) e a entrada de outras faculdades no segmento, a participação conjunta de Cogna e Yduqs é de aproximadamente 25%.
Segundo o Valor Econômico, as negociações entre as companhias, porém, andam a passos lentos: a Cogna quer incluir seu negócio de educação básica, mas a Yduqs não tem interesse.
*Com informações do Money Times
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