Citi corta recomendação do GPA (PCAR3) e ações derretem 10% nesta terça-feira (30); entenda o que motivou o rebaixamento
Passivos fiscais, baixas expectativas de crescimento de venda e disputa com o Assaí afetam opinião do banco sobre o grupo
É hora de esvaziar as sacolas e devolver as ações do grupo GPA (PCAR3) às prateleiras, na visão do Citi. A instituição financeira rebaixou a recomendação dos papéis do dono da bandeira Pão de Açúcar nesta terça-feira (30). O que antes era uma posição neutra virou uma recomendação de venda.
De acordo com os analistas, a mudança foi motivada por “desafios significativos” que a varejista alimentícia enfrenta.
O banco revisou também o preço-alvo: a aposta saiu de R$ 3,40 para R$ 2,80. O valor representa um potencial de queda de quase 35% em comparação com o preço de abertura no pregão de hoje, quando as ações estavam sendo negociadas a R$ 4,32.
- LEIA TAMBÉM: Palavra do Estrategista: veja como receber gratuitamente a carteira da Empiricus comandada por Felipe Miranda
O mercado reagiu ao relatório do Citi, e as ações chegaram a despencar mais de 10% nesta terça. Por volta das 14h40, os papéis enfrentavam uma queda de 7,80%, a R$ 4,02.
O que dizem os analistas
O Citi reconhece que a administração do grupo fez progressos com a transformação operacional da companhia. Os analistas destacam a redução dos custos de SG&A (despesas gerais e administrativas), a melhoria no capital de giro e a evolução na gestão de passivos por meio das vendas de ativos.
Mas isso não foi suficiente para o banco: “Permanecem desafios significativos, particularmente com seus consideráveis passivos fiscais que foram apenas parcialmente renegociados”.
Leia Também
Qual o futuro do GPA
O banco projeta um crescimento de vendas de mesmas lojas (SSS) – ou seja, sem considerar inaugurações futuras – de 5,1% e 4,4% em 2025 e 2026, respectivamente. A instituição espera ainda que a bandeira Pão de Açúcar supere a marca Minuto.
Os números estão próximos às expectativas do mercado para a inflação, divulgadas pelo Boletim Focus. A inflação mediana esperada é de 4,81% para o final deste ano e de 4,28% para o final de 2026. Com isso, entende-se que o crescimento real de vendas de mesmas lojas será baixo.
- LEIA TAMBÉM: Tenha acesso às recomendações mais valorizadas do mercado sem pagar nada; veja como receber os relatórios semanais do BTG Pactual com o Seu Dinheiro
Apesar de os descontos, provavelmente, pesarem na margem bruta do GPA, o Citi continua positivo com a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional.
Pouca “compra do mês”, várias “comprinhas”
A estimativa de um crescimento de vendas é baseada no contexto atual de aumento dos preços. Essa situação afeta a forma como os consumidores agem:
“Conversas com participantes do setor e do mercado indicam que os consumidores estão se afastando ligeiramente de compras grandes e pouco frequentes de formação de estoque para compras menores e mais frequentes”, afirmam os analistas.
Divórcio e disputa com Assaí
Na última semana, o Assaí (ASAI3) entrou com medida defensiva para se proteger de dívidas tributárias caso o Casino venda sua fatia no Pão de Açúcar.
- LEIA TAMBÉM: Quer se antenar sobre tendências, turismo e estilo de vida? Receba gratuitamente as newsletters do Lifestyle do Seu Dinheiro; cadastre-se aqui
O processo começou depois de a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) tentarem atribuir responsabilidade solidária ao Assaí por passivos tributários do GPA, que somam cerca de R$ 36 milhões.
Essas contingências fiscais foram geradas na época em que o Assaí era uma subsidiária do GPA, e o GPA era controlado pelos franceses do Casino. O Assaí deixou de fazer parte do grupo em 2020.
Para não herdar as dívidas de antes do divórcio, o Assaí pediu à Justiça o bloqueio de todas as ações do Pão de Açúcar detidas pelo Casino.
Com a ação, o Assaí solicita que qualquer venda de ações do GPA pelo Casino seja condicionada à garantia de que a empresa irá arcar com os valores cobrados pela Receita.
A medida também exige que o GPA ofereça garantias suficientes para manter o Assaí livre das responsabilidades anteriores à separação.
A saída do Casino do GPA está no radar do mercado. Atualmente, a empresa da França é a segunda maior acionista do GPA, controlando 22,5%.
*Com informações do Money Times.
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway
Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço
Caso Banco Master: Banco Central responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar instituição
Tribunal havia dado 72 horas para a autarquia se manifestar por ter optado por intervenção em vez de soluções de mercado para o banco de Daniel Vorcaro
Com carne cara e maior produção, 2026 será o ano do frango, diz Santander; veja o que isso significa para as ações da JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3)
A oferta de frango está prestes a crescer, e o preço elevado da carne bovina impulsiona as vendas da ave
Smart Fit (SMFT3) lucrou 40% em 2025, e pode ir além em 2026; entenda a recomendação de compra do Itaú BBA
Itaú BBA vê geração de caixa elevada, controle de custos e potencial de crescimento em 2026; preço-alvo para SMFT3 é de R$ 33
CSN (CSNA3) terá modernização de usina em Volta Redonda ‘reembolsada’ pelo BNDES com linha de crédito de R$ 1,13 bilhão
Banco de fomento anunciou a aprovação de um empréstimo para a siderúrgica, que pagará por adequações feitas em fábrica da cidade fluminense
De dividendos a ações resgatáveis: as estratégias das empresas para driblar a tributação são seguras e legais?
Formatos criativos de remuneração ao acionista ganham força para 2026, mas podem entrar na mira tributária do governo
Grupo Toky (TOKY3) mexe no coração da dívida e busca virar o jogo em acordo com a SPX — mas o preço é a diluição
Acordo prevê conversão de debêntures em ações, travas para venda em bolsa e corte de até R$ 227 milhões em dívidas
O ano do Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11): como cada banco terminou 2025
Os balanços até setembro revelam trajetórias muito diferentes entre os gigantes do setor financeiro; saiba quem conseguiu navegar bem pelo cenário adverso — e quem ficou à deriva
A derrocada da Ambipar (AMBP3) em 2025: a história por trás da crise que derrubou uma das ações mais quentes da bolsa
Uma disparada histórica, compras controversas de ações, questionamentos da CVM e uma crise de liquidez que levou à recuperação judicial: veja a retrospectiva do ano da Ambipar
Embraer (EMBR3) ainda pode ir além: a aposta ‘silenciosa’ da fabricante de aviões em um mercado de 1,5 bilhão de pessoas
O BTG Pactual avalia que a Índia pode adicionar bilhões ao backlog — e ainda está fora do radar de muitos investidores