XP (XPBR31) pode ‘fazer do limão uma limonada’ após acusação de esquema de pirâmide, avalia BTG
Tese apresentada pela casa de análise gring Grizzly Research é “infundada”, e empresa pode transformar desafio em oportunidade, avaliam analistas do banco

A grave acusação que a XP Investimentos (XPBR31) recebeu recentemente de uma casa de análise estrangeira causou agitação no mercado financeiro brasileiro e levou até mesmo concorrentes a saírem em defesa da corretora.
E na visão da equipe de análise do BTG Pactual, não apenas a acusação dos gringos é infundada, como o episódio pode até mesmo abrir uma oportunidade para a XP. Um caso do tipo "fazer do limão uma limonada".
Na semana passada, a casa de análise Grizzly Research, conhecida por teses short (vendidas), acusou a XP de utilizar seus fundos proprietários em um esquema de pirâmide. Se você não acompanhou o caso, pode ler mais sobre ele aqui. A corretora rebateu as acusações ponto a ponto e disse que deve tomar medidas legais.
O relatório de hoje do BTG afirma, logo de cara, que concorda que “a tese apresentada é infundada”. Os analistas Bruno Henriques, Luis Mollo e Marcel Zambello também avaliam como positiva a forma como a empresa reagiu, divulgando no domingo (16) um comunicado à imprensa em que busca esclarecer as acusações.
Os analistas acreditam que a corretora provavelmente convocará uma conferência nos próximos dias para esclarecer quaisquer dúvidas adicionais.
“A XP tem se empenhado significativamente para aprimorar a divulgação e a comunicação com o mercado, um movimento bem recebido tanto pelos investidores quanto por nós”, escreveram os analistas.
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O BTG avalia, ainda, que a XP pode “transformar esse desafio de curto prazo (ter que lidar com acusações infundadas) em uma oportunidade”. Como seria isso? Na visão dos analistas, a empresa pode basicamente melhorar sua comunicação com o mercado, o que poderia impulsionar a ação.
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“Explicar com mais detalhes como e onde a empresa reconhece seus resultados, os motivos por trás de sua alíquota de imposto reduzida e a forma como gerencia sua estratégia ‘agressiva’ em renda fixa (...) deve contribuir para uma melhor compreensão do modelo de negócios. Isso, por sua vez, pode auxiliar na reprecificação da ação (...)”, escreveu o BTG.
Os analistas também destacam que a ação já recuperou completamente as quedas após a divulgação da tese short e apresenta valorização de 30% no ano.
Por volta das 16h desta quarta-feira (19), a ação operava perto de US$ 15,80 na Nasdaq, valor acima dos US$ 15,43 de 7 de março, antes do tombo causado pela Grizzly Research.
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