O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em entrevista ao Seu Dinheiro, CEO da C&A, Paulo Correa, defende a estratégia de precificação da marca, que visa tornar a moda acessível a diferentes perfis de consumidores, com foco na personalização e adaptação às realidades regionais e climáticas do Brasil
Ouvir que a “C&A está com preço de Zara” virou uma reclamação comum que começou nas redes sociais e se alastrou entre os consumidores de fast fashion pelo boca a boca.
Ela não é a única a sofrer com esse comentário. Os preços das Lojas Renner (LREN3), por exemplo, também são frequentemente comparados com os da marca espanhola — vista como um certo luxo aqui no Brasil, apesar de a realidade ser diferente no exterior.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO da C&A (CEAB3), Paulo Correa, rebateu essas críticas e contou sobre a estratégia de precificação da marca.
“A gente tem um posicionamento, a C&A é um player democrático. A gente quer tornar a moda acessível e isso às vezes significa que um casaco que custaria cerca de R$ 3 mil em outro lugar, você encontra com uma super percepção de qualidade na nossa loja por R$ 300. Então tudo é relativo”, afirma.
O CEO conta que o foco é o consumidor que frequenta as lojas e isso varia de acordo com a localidade do ponto. Até porque a marca também chama atenção no Brasil pela distribuição geográfica das filiais da rede, pela presença em localidades de alta, média e baixa renda ao redor do país.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, há pontos de venda em shoppings de diferentes perfis: no Iguatemi, localizado na Avenida Faria Lima, um bairro de alto poder aquisitivo; no Eldorado ou Morumbi, que atende predominantemente a classe média; e no de Itaquera, em um bairro de menor poder aquisitivo, com um público de renda mais baixa.
Leia Também
E isso não acontece por acaso. A presença em todo canto é parte da missão de trazer o melhor da moda ao público com um custo econômico razoável.
“O público que frequenta as lojas de Itaquera e do Morumbi apresenta diferenças, mas também tem semelhanças. Muitas vezes, a pessoa mora em Itaquera, trabalha no Morumbi e acaba indo à loja do Morumbi durante a semana, enquanto visita a do seu bairro no fim de semana”, destaca Correa.
Ele diz que a companhia trabalha com uma amplitude de coleções e as características demográficas de cada região determinam quais vão para cada uma das lojas físicas.
Isso é fruto da estratégia focada no consumidor que tem sido um dos grandes impulsionadores das ações. Você pode conferir mais detalhes sobre o desempenho da C&A na bolsa nesta outra parte da conversa com o executivo, basta clicar aqui.
No centro disso, está a inteligência de dados. A intenção, segundo o executivo, é criar a “C&A dos sonhos” nas diferentes regiões em que a marca está presente fisicamente ao redor do Brasil. Quem não tem sua C&A favorita, afinal?
"Nosso objetivo, por meio da coleta de dados, é fazer com que o consumidor se sinta em sua própria C&A ao entrar em qualquer uma das unidades. Queremos que cada pessoa, em cada região, se sinta encantada pelas peças, como se tudo ali tivesse sido feito para ela. E isso independentemente dos rótulos de preço, entende?", enfatiza Correa.
Assim, a estratégia de preços e o sortimento variam conforme a unidade, tudo baseado nas informações dos clientes.
Correa diz que as diferenças regionais no Brasil também são muito fortes. “Em Porto Alegre está fazendo 4°C nessa época do ano, enquanto em Belém está fazendo 30°C. Então, o sortimento tem que ser diferente. Não posso colocar a mesma C&A nessas duas lojas. Então para mim essa é a beleza da tecnologia”.
E a lógica é a mesma na hora de colocar a etiqueta nos produtos. “O foco é no consumidor que frequenta aquela loja. O que cabe no bolso daquele consumidor”.
De acordo com um estudo do BTG Pactual, que comparou os preços de uma cesta de produtos das varejistas locais, os valores da C&A aumentaram cerca de 12% de janeiro a junho deste ano. Essa foi a maior variação registrada no estudo.
Em outras palavras, foi o player que mais subiu os preços, segundo o relatório.
No entanto, a Zara continua como a opção mais cara no segmento, mesmo com alta de “apenas” 1% desde o começo de 2025.
No último mês, o índice de preços de vestuário da XP mostrou que a Renner permanece como a alternativa mais acessível para produtos de entrada, embora a C&A seja a mais barata em produtos de maior valor — ou seja, de maior qualidade.
Segundo a XP, a C&A se destacou entre os concorrentes em junho, ao aumentar para 54% a proporção de produtos com desconto, um avanço de 14 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Além disso, o desconto médio subiu para 38%, refletindo um aumento de 15 pontos percentuais mês a mês.
Outro fator determinante na hora de a empresa pensar nas coleções é o clima. Para o varejo fast fashion, a previsibilidade é importante nesse sentido para produzir as peças necessárias para cada momento do ano. No entanto, as mudanças climáticas têm alterado as regras do jogo, mudando a dinâmica clássica das estações.
Tem anos com verões mais longos e escaldantes… ou invernos mais demorados. Chuvas, secas e assim por diante. Como forma de endereçar esse problema, Correa conta que a C&A está apostando em peças versáteis que possam se encaixar em várias temperaturas, por exemplo.
“Então, se é um vestido e estamos no inverno, você pode colocar um casaquinho por cima, e está pronta para sair, para trabalhar ou para o happy hour no final do dia", diz.
Essa flexibilidade é a base das histórias que a marca está criando para seus consumidores.
“Eu preciso construir a solução e deixar a solução disponível para o nosso consumidor. Independentemente se em determinado momento está mais frio ou calor”.
Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação
Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens
Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta
Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços
O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados
As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras
A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil
“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra
O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026
A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.
Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas
O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária
Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação
O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C
Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores
A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos
“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar
Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro