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A Fortune leva em consideração a influência da executiva, capacidade de inovação, trajetória profissional e esforços para melhorar o mundo dos negócios
Não é hexa, mas o Brasil conseguiu três posições no ranking das 100 mulheres mais poderosas no mundo dos negócios em 2025 da Fortune.
Nesta quarta (21), a revista americana divulgou o ranking deste ano, que conta com Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil (BBSA3); Lívia Chanes, CEO do Nubank (ROXO34) no Brasil; e Magda Chambriard, CEO da Petrobras (PETR3; PETR4).
Para Chanes, figurar na lista de mulheres mais poderosas do mundo é uma novidade, sendo sua estreia no ranking nesta edição.
Já para Medeiros e Chambriard, estar na lista não é novidade, mas, em 2025, ambas caíram algumas posições em relação ao ano passado.
Segundo a Fortune, embora a lista sempre tenha sido baseada em dados — com executivas escolhidas com base no tamanho e na saúde de seus negócios —, neste ano ela é ainda mais orientada por métricas, bem como pela influência da executiva, sua capacidade de inovação, trajetória profissional e esforços para melhorar o mundo dos negócios.
Mary Barra, CEO da Ford, Julie Sweet, à frente da Accenture, e Jane Fraser, chefe do Citigroup lideram a lista da Fortune neste ano.
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Lívia Chanes foi nomeada CEO do Nubank Brasil no início de 2024, em reconhecimento ao crescimento que liderou anteriormente como diretora-geral da operação brasileira da fintech multinacional.
A Fortune, que ranqueia a CEO em 91º, destaca que, sob a liderança de Chanes, o Nubank Brasil conquistou 24 milhões de novos clientes e lançou mais de 50 novos produtos.
“Agora, Chanes — que ingressou no Nubank em 2020 — precisa comandar o maior mercado do banco digital, enquanto outra líder feminina, a cofundadora do Nubank Cristina Junqueira, foca na expansão internacional”, diz a revista.
Chanes já explicou, em uma entrevista, que o Nubank se enxerga “como uma empresa obcecada pelos clientes”, com o objetivo de torná-los “fanáticos”.
A revista americana destaca que Medeiros, em 213 anos de história do BB, foi a primeira negra e também mulher a dirigir a instituição, que teve papel no comércio de escravos do século 19.
"Uma líder assumidamente homossexual, ela quebrou o padrão de CEOs do banco estatal. Ela também enfatizou o apoio e o empréstimo de dinheiro a grupos diversos como parte de sua estratégia de crescimento", diz o texto.
Nesta edição, a CEO do BB caiu três posições no ranking, ficando em 64º, ante a 61ª posição de 2024.
A Fortune destaca que Medeiros tem a missão de balancear o foco do Banco do Brasil no agronegócio enquanto expande seus serviços voltados aos consumidores, através de escolhas fortes.
"Apesar dos desafios macroeconômicos do Brasil, o BB recentemente revisou para cima suas expectativas de lucros: entre US$ 6,5 bilhões e US$ 7,2 bilhões para 2025, comparado aos US$ 6,3 bilhões do ano passado”, segundo o ranking.
Magda caiu forte no ranking, recuando 13 posições este ano, ficando em 95º. A Fortune ressalta que a CEO da estatal assumiu o cargo em um momento difícil, tornando-se a sexta no comando em cinco anos.
“Quando Chambriard assumiu o cargo de CEO da estatal brasileira Petrobras em 2024, foi uma espécie de retorno às origens: ela iniciou sua carreira como engenheira da companhia em 1980”, afirma a publicação.
Segundo a revista americana, o plano de reestruturação de Chambriard é polêmico por incluir a perfuração próxima ao Rio Amazonas para acelerar a exploração e produção.
A Fortune pontua também como parte da “polêmica” a reativação de fábricas de fertilizantes, refinarias e gasodutos no Brasil, e o fortalecimento dos esforços de sustentabilidade, com a meta de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.
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