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O banco fechou acordo com a União após mais de 20 anos de disputas tributárias; entenda o que isso significa para os acionistas
Após anos de incerteza jurídica, o Banco Mercantil (BMEB4) resolveu uma disputa histórica com a União ao fechar um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar sua dívida tributária — colocando fim a um imbróglio que se arrastava desde os anos 2000.
Apesar do acordo, as ações do banco desabam nesta sexta-feira (26). Em dia de liquidez reduzida na bolsa, os papéis BMEB4 tombavam 9,55% por volta das 12h05, cotados a R$ 76,88.
O negócio resolve uma controvérsia de anos, que envolvia a incidência de PIS e Cofins sobre a receita financeira dos bancos — uma discussão que gerou uma série de ações judiciais no setor. No caso do Mercantil, o imbróglio se estendeu por cerca de duas décadas.
O valor total da dívida total era de quase R$ 2,6 bilhões, composto por R$ 700 milhões de principal e R$ 1,9 bilhão em juros e multas.
Ao longo dos últimos anos, o banco chegou a obter decisões favoráveis que pareciam definitivas. Mas o cenário mudou em novembro de 2024, quando uma reversão no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) colocou em risco um processo de quase R$ 1 bilhão.
Foi então que a administração do banco começou a avaliar que insistir na disputa poderia prolongar a incerteza por mais tempo e atrapalhar a estratégia da instituição.
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A saída encontrada foi um acordo tributário com a PGFN. Pelo acordo, o Mercantil conseguiu resolver cerca de 96% de todos os seus processos judiciais e administrativos com a União.
Após a negociação, o valor a ser pago caiu para cerca de R$ 1 bilhão, resultado de um desconto de R$ 1,5 bilhão — uma redução de 58,8% sobre o montante inicialmente em disputa.
“Resolvemos uma questão de longo prazo e permitimos que o banco siga focado exclusivamente na execução da sua estratégia de negócios”, afirmou o diretor financeiro (CFO) do Banco Mercantil, Paulino Rodrigues, em teleconferência com investidores.
“Acreditamos que tomamos a melhor decisão para o valor do banco no longo prazo”, acrescentou.
A transação também trouxe efeitos relevantes para as contas do Mercantil. Segundo o banco, o desconto obtido não é tributável. Além disso, as despesas reconhecidas — com exceção das multas — são dedutíveis, o que gera um crédito tributário de R$ 961 milhões.
Na prática, isso reduz muito o impacto da operação no resultado. Segundo estimativas da gestão, o efeito líquido para o lucro do banco será de cerca de R$ 104 milhões.
"É como se fosse um cashback", explicou Gregorio Franco, diretor executivo de controladoria do Mercantil.
Segundo Franco, o valor poderá ser utilizado para abater impostos ao longo dos próximos seis anos, respeitando o limite anual de compensação de 30%.
A negociação com a PGFN durou cerca de um ano e, segundo o banco, precisava ser concluída ainda em 2025. “Era crucial fechar em 2025, por causa da regra de transição da norma 4.966 do Banco Central. Se esperássemos até 2026, o crédito tributário seria muito maior, o que tornaria a operação inviável”, disse o diretor financeiro.
Para garantir que essa movimentação não prejudicasse o crescimento, o Banco Mercantil anunciou um aumento de capital entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões.
A operação será feita via subscrição privada, com um preço de R$ 7,70 por ação — um desconto de 30% em relação à média do último ano, desenhado para incentivar a adesão de todos os acionistas.
Segundo o banco, o deságio busca incentivar a participação dos acionistas e garantir que a operação não comprometa a trajetória de crescimento da instituição.
Caso o aumento seja realizado no teto aprovado, o capital social do Mercantil passará a R$ 953,1 milhões, dividido em aproximadamente 123,8 milhões de ações.
Os acionistas atuais terão direito de preferência até 30 de dezembro. Após essa data, os papéis passam a ser negociados ex-direito.
Segundo a administração, a diluição máxima dos atuais acionistas será de 15,31%. Os controladores se comprometeram a ancorar o aumento de capital, exercendo seus direitos de preferência e, se necessário, adquirindo sobras.
Além disso, os acionistas controladores e os membros da administração se comprometeram com uma cláusula de lock-up , em que não poderão vender as ações pelo prazo de 180 dias.
“O acordo com a PGFN e o aumento de capital possibilitam fazer a transação com impactos mínimos nos índices de capitalização do banco e mantêm inalterados os nossos planos de crescimento”, afirmou o CFO do banco.
Em paralelo ao aumento de capital, o Mercantil anunciou a distribuição de R$ 180 milhões em dividendos intermediários.
Os dividendos equivalem a R$ 1,660274 por ação ordinária (BMEB3) e R$ 1,826303 por ação preferencial (BMEB4).
Segundo a administração, a medida funciona como um fôlego financeiro para os acionistas que decidirem exercer o direito de preferência na operação, equivalente a cerca de 36% do aumento de capital total.
Terão direito aos dividendos os acionistas com posição ao fim do pregão de 30 de dezembro. A partir de 2 de janeiro de 2026, as ações passam a ser negociadas ex-proventos, com ajuste na cotação referente aos dividendos já alocados.
Isso significa que o investidor pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito à remuneração.
Já o pagamento dos dividendos será realizado em 14 de janeiro de 2026.
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