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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O QUE ACONTECEU COM O BB?

Banco do Brasil (BBAS3): Falta de preparo ou fatores inesperados? Diretor responde o que levou a inadimplência às alturas

Em encontro com investidores, Felipe Prince revela os desafios que impactaram o Banco do Brasil, desde a alta dos juros até o ciclo no agronegócio

Camille Lima
Camille Lima
24 de setembro de 2025
13:23
Banco do Brasil fachada | Dividendos bbas3
Fachada do Banco do Brasil - Imagem: Giovanni Nobile/Assessoria BB

O que levou a inadimplência e as provisões do Banco do Brasil (BBAS3) a dispararem em 2025? Seria falta de preparo? O banco não conseguiu ler o cenário corretamente? Para Felipe Prince, diretor de riscos (CRO) do BB, a explicação está em uma sequência de fatores imprevistos que afetaram as projeções da instituição.

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“O banco é uma empresa movida pela rentabilidade. Buscamos, em cada operação, garantir que a margem líquida seja compatível com o risco assumido. Já esperávamos um impacto mais agressivo da inadimplência do agronegócio em 2025, mas a forma como a carteira estava posicionada nos levou a acreditar que o efeito seria menos agudo”, afirmou Prince durante um encontro com investidores em Nova York.

Segundo ele, a estrutura da carteira de agronegócio acabou favorecendo tanto a alavancagem quanto o aumento do risco. 

Os fatores que levaram à inadimplência no Banco do Brasil (BBAS3)

A chave para entender o desenrolar do cenário, segundo o executivo, está em uma mudança macroeconômica importante: a inflexão na taxa de juros.

No momento da estruturação do Plano Safra 2024/2025, o banco projetava uma Selic de 9,25% ao ano. A queda dos juros seria crucial para a estratégia de financiamento do agro, aliviando as despesas financeiras dos produtores. 

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Contudo, o cenário mudou quando o Banco Central alterou sua política, elevando a taxa e impactando diretamente o fluxo de caixa do campo, onde os recursos já haviam sido liberados.

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“Dada a necessidade de se fazer o plantio e os tratos culturais, esse recurso já estava na mão dos nossos clientes. E aí os clientes com mais alavancagem, com menor margem, passam a se utilizar de pedidos de recuperação judicial por produtores rurais. Isso retroalimenta o processo de inadimplência”, afirmou Prince. 

No entanto, essa não foi a única razão para o aumento das provisões no Banco do Brasil. 

Prince destaca que o atual cenário reflete um ciclo iniciado com uma forte expansão. Impulsionado pelo "boom das commodities", o banco mais do que dobrou sua carteira de agronegócio em apenas três anos, superando a marca de R$ 400 bilhões. Embora o crescimento tenha gerado resultados recordes, trouxe desafios significativos.

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Entre eles, o diretor cita uma "alavancagem excessiva do produtor rural brasileiro" como um dos elementos que explicam a inadimplência. 

Isso, aliado ao achatamento da margem do produtor — causado pela queda no preço das commodities e pela alta nos custos de insumos, com a guerra entre Rússia e Ucrânia —, criou um caldo de cultura que dificultou ainda mais o pagamento das dívidas.

Para complicar, eventos climáticos como as enchentes no Sul e secas em outras regiões também comprometeram as safras, prejudicando a capacidade de pagamento.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) para lidar com a inadimplência

Apesar do impacto nas provisões e na inadimplência, o Banco do Brasil se diz pronto para lidar com o cenário. 

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“Apesar de tudo o que vivemos no agro, nosso balanço está bem protegido para enfrentar essa realidade. Toda a nossa carteira agora está avaliada por perda esperada, o que nos dá um portfólio equilibrado e fortalece nossa capacidade de recuperação”, afirmou Prince.

Segundo a CEO, Tarciana Medeiros, o ponto mais relevante da estratégia foi o “ajuste tático necessário na operação, no momento em que se fez necessário”.

“Agora, temos uma nova matriz de resiliência, e toda concessão de crédito do banco, em qualquer um dos pilares, passa por ela antes da concessão”, afirmou Tarciana. “Era quase unânime ouvir do mercado que o Banco do Brasil não buscava garantia, que acabava não cobrando. Isso mudou, e mudou radicalmente. Buscamos garantia e temos cobrado, sim, e de forma intensiva.”

Com isso, a estratégia do banco será não reduzir drasticamente os riscos, mas também não expandir o crédito sem critérios. 

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A meta é ser mais seletivo na concessão de novos empréstimos e adotar uma postura mais agressiva na recuperação do crédito. 

Isso inclui o fortalecimento da esteira de cobrança e a migração para garantias mais seguras, como a alienação fiduciária.

“O Banco do Brasil gera valor e está pronto para gerar cada vez mais. Temos plena convicção da nossa capacidade de gerar resultado e valor. Em 2025, estamos alicerçando as bases para a retomada do crescimento sustentável do banco a partir de 2026”, acrescentou a CEO do Banco do Brasil.

Na visão de Geovanne Tobias, diretor financeiro (CFO), um fator que sustentou o BB para aguentar o impacto vindo do agro foi a diversificação em outros negócios, como seguros e consórcios. Segundo Tobias, ambos são “uma excelente alternativa em tempos de juros altos”.

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“A força do conglomerado vai além do banking. Em 2024, os negócios vindos dessas outras empresas atingiram R$ 19,2 bilhões, enquanto a contribuição do banco em si foi de R$ 16,2 bilhões. Não há como dissociar a atuação do Banco do Brasil dessas empresas. Para continuar crescendo a partir de 2026, precisamos focar na nossa base de capital. O capital é fundamental para sustentar a rentabilidade e retomar o crescimento”, acrescentou o CFO.

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