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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

BALANÇO 1T25

Magazine Luiza (MGLU3) tem lucro 54,3% menor no primeiro trimestre, mas segue firme na estratégia da rentabilidade

Segundo a varejista, a estratégia de priorizar a rentabilidade e não apenas o volume de vendas está começando a dar frutos

Bia Azevedo
Bia Azevedo
8 de maio de 2025
19:09 - atualizado às 19:13
Fachada da Arena Magalu, em São Paulo. Paredes azuis e placa na parte superior com os dizeres "Magalu" em led branco. Portas transparentes com duas pessoas entrando
Magazine Luiza - Imagem: Divulgação

O Magazine Luiza encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro, mas o resultado líquido representa uma queda de 54,3% com relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 12,8 milhões. No ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, a perda é ainda maior: 62,2%, para R$ 11,2 milhões.

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O desempenho do Magalu veio abaixo das expectativas de mercado compiladas pela Bloomberg, que apontavam para R$ 34,067 milhões nessa linha do balanço. 

A receita líquida do Magazine Luiza chegou a R$ 9,389 bilhões nos primeiros três meses do ano, uma cifra 1,6% maior do que o obtido no mesmo intervalo do ano anterior. O valor veio acima dos US$ 5,503 bilhões esperados, de acordo com a Bloomberg. 

O ebitda (lucros antes de juros, tributos, depreciação e amortização), ajustado subiu 10,3% na comparação anual, atingindo R$ 759 milhões, com margem ebitda de 8,1%, um aumento de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a geração de caixa operacional foi  de R$ 2,4 bilhões.

O Magalu atribui os resultados ao conjunto de esforços aplicados para a criação do ecossistema da empresa, que envolve uma série de serviços — como MagaluPay, MagaluAds, o Magalu Cloud e outros. 

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Ainda de acordo com a empresa, a estratégia de priorizar a rentabilidade e não apenas o volume de vendas está começando a dar frutos.

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“O Magalu mudou muito. Há cinco anos, nossa dependência em bens duráveis era muito maior, assim como as operações de estoque próprio.  Hoje, temos um marketplace robusto. Além disso, todos os serviços que mencionamos: como a fintech, o Fulfillment e a Cloud”, disse o CFO do Magazine Luiza, Roberto Bellissimo, em entrevista ao Seu Dinheiro. 

Outros destaques do balanço

As vendas totais do Magalu atingiram R$ 16 bilhões no primeiro trimestre, praticamente no zero a zero em relação aos primeiros três meses de 2024. 

Segundo a companhia, o desempenho foi marcado pela queda de 2,3% no e-commerce total, compensada por um avanço de 6,2% nas lojas físicas. Confira a performance no primeiro trimestre de 2025: 

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  • Lojas físicas: R$ 4,86 bilhões
  • E-commerce tradicional (1P): R$ 6,63 bilhões
  • Marketplace (3P): R$ 4,56 bilhões, queda de 
  • E-commerce total: R$ 11,19 bilhões

O MagaluAds manteve forte crescimento nos três primeiros meses do ano, com alta de 53% na receita total, impulsionada por melhorias de produto, maior engajamento (CTR) e novas parcerias com marcas. O avanço reflete a maior proximidade com agências e o novo posicionamento da plataforma no mercado.

Na Luizacred, o faturamento em cartões de crédito atingiu R$14 bilhões no primeiro trimestre e R$20 bilhões em carteira de crédito. Destaque para a queda nas taxas de inadimplência e o lucro líquido de R$ 84 milhões no trimestre (ROE anualizado de 17%).

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