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As companhias aéreas chegaram a saltar mais de 60% nesta semana, impulsionadas pela forte queda do dólar e da curva de juros
As ações da Azul (AZUL4) e Gol (GOLL54) performaram entre as maiores altas da bolsa brasileira no pregão desta sexta-feira (12), na contramão do principal índice, o Ibovespa (IBOV).
Negociadas fora do IBOV, AZUL4 avançou 4,10%, a R$ 1,27, enquanto GOLL54 avançavam 7,73%, a R$ 6,69. Nas máximas do dia, a Azul chegou a saltar 17%, enquanto Gol subiu 10%.
Na avaliação de Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, o movimento reflete a forte queda do dólar e da curva de juros. Nesta sexta, a moeda caiu 0,71%, a R$ 5,36.
Sant’Anna destaca que o dólar frente ao real está nas mínimas do ano e, tendo em vista que a maioria dos custos das companhias aéreas são indexados a moeda, o movimento proporciona alívio no fluxo de caixa das aéreas e melhora a projeção de desempenho.
“Não podemos esquecer do ‘stop’ dos vendidos, pois quanto mais a ação sobe, mais apostadores da queda encerram a operação”, coloca o especialista.
No início desta semana, Azul e Gol chegaram a saltar mais de 60% e 40%, respectivamente, em meio a um movimento de short squeeze.
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O short squeeze é caracterizado pela rápida alta de uma ação, forçando os investidores que apostaram na queda do preço do ativo (chamada venda a descoberto) a recomprarem as ações para conter a perda. É justamente essa recompra que impulsiona ainda mais a disparada da ação.
No último mês, as ações da Azul acumulam alta de mais de 116% em meio a este movimento, enquanto Gol tem avanço acumulado de 19%. Vale lembrar que esta última deixou recentemente o Chapter 11.
Em meio a dúvidas sobre a fusão da Gol e da Azul, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) colocou contra a parede as companhias, que permitem a venda de rotas compartilhadas.
O Tribunal do órgão antitruste avaliou se a operação celebrada entre as aéreas deveria ser submetida ao órgão, já que o acordo assinado em maio de 2024 não foi apresentado ao Cade.
As companhias aéreas terão 30 dias para notificar o Conselho sobre o acordo de codeshare (compartilhamento de voos), de acordo com a decisão do órgão.
Além disso, a Gol e a Azul ficam proibidas de expandir as rotas compartilhadas até o término da análise do contrato pelo Cade.
Caso não ocorra a notificação no prazo estabelecido, o negócio deverá ser suspenso imediatamente, respeitando as passagens já emitidas ao consumidor final.
Você pode conferir os detalhes completos sobre o puxão de orelha na nossa reportagem, disponível neste link.
*Com informações do Money Times
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