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Em meio ao que equivale a uma recuperação judicial nos EUA, a Azul dá sinal verde para acordo com as norte-americanas, enquanto balanço do terceiro trimestre mostra prejuízo ajustado de R$ 1,5 bilhão
A Azul (AZUL4) anunciou um passo importante em seu processo de reestruturação na noite de ontem (14). Em reunião extraordinária, o conselho de administração da companhia deu sinal verde para dois acordos de Equity Agreement com a American Airlines e United Airlines em meio ao processo de Chapter 11, equivalente a uma recuperação judicial aqui.
Na prática, esses acordos autorizam as duas aéreas norte-americanas a colocarem dinheiro na Azul em troca de participação acionária. Esses contratos fazem parte das negociações amplas com credores, reforçando o caixa, melhorando a liquidez e ajudando a reduzir as incertezas.
Além da aprovação dos acordos, o conselho também autorizou a administração a assinar todos os documentos e tomar as providências necessárias para implementar os aportes.
A aérea entrou com pedido voluntário de Chapter 11 nos Estados Unidos no final de maio deste ano. A intenção foi negociar dívidas bilionárias com credores e buscar um aporte de capital.
A companhia reportou um prejuízo ajustado de cerca de 1141% maior do que no mesmo período do ano passado, de R$ 1,5 bilhão.
A alavancagem, relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), chegou ao final do período em 5,1x, ante relação de 4,9 vezes no trimestre anterior. No mesmo período de 2024, esse item foi de 4,4 vezes.
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No final de outubro, a Azul divulgou seu plano de negócios atualizado no âmbito do Chapter 11, e o documento indicava redução da alavancagem para 2,5 vezes até fevereiro de 2026, levando-a a sair do processo de recuperação judicial.
No balanço do terceiro trimestre, a Azul explicou que o índice de alavancagem do trimestre se deve, principalmente, à valorização do real frente ao dólar neste ano, o que impactou a dívida firmada em dólar.
Além disso, a companhia afirmou que a linha foi impactada também por R$ 6 bilhões de dívida usados no trimestre como parte do seu plano de reestruturação. Em comparação aos três meses imediatamente anteriores, a dívida bruta da empresa cresceu R$ 2,9 bilhões, totalizando R$ 37,3 bilhões.
No período, o combustível de aviação, principal custo operacional, reduziu 8,3%, totalizando R$ 1,3 bilhão, principalmente devido à redução de 13,2% no preço por litro.
O Ebitda, já apresentado pela empresa em outubro junto com o plano de negócios, foi de R$ 1,9 bilhão, 0,9% abaixo do previsto no plano de recuperação anterior, divulgado em julho.
Já a receita operacional alcançou R$ 5,7 bilhões, 1,7% menor do que a previsão da própria Azul.
No balanço, no entanto, a empresa celebrou esta linha, afirmando que ela atingiu um recorde histórico, aumentando 11,8% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente por um ambiente de demanda recorrente e saudável, combinado com as mudanças que fizeram na malha, além de um forte desempenho das unidades de negócios e receitas auxiliares.
Em meio à recuperação judicial, a Azul comunicou que vai ampliar a malha aérea a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, o principal hub da companhia, durante a alta temporada de verão 2025/2026. A empresa deve operar mais 460 voos no período.
Com Money Times
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