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NOVO MERCADO NA MIRA

Associação de farmácias reitera posição contrária à venda de remédios em marketplace, como deseja fazer o Mercado Livre

O Cade aprovou sem restrições à aquisição, pelo Mercado Livre, da Cuidamos Farma, na zona sul de São Paulo

Carrinho de compras com medicamentos dentro
Medicamentos em carrinho de compras. - Imagem: iStock

A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) reiterou, nesta sexta-feira (10), sua posição contrária à venda de medicamentos pelo sistema de marketplace. Para a entidade, os marketplaces ainda demandam regulação e fiscalização mais rígidas para caminharem em direção ao comércio de produtos sensíveis e essenciais à saúde pública.

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A afirmação ocorre após o Mercado Livre (MeLi) ter rebatido, na quinta-feira (9), acusações feitas contra a empresa pela associação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por causa da estratégia da gigante de comércio eletrônico. 

O MeLi quer entrar no setor farmacêutico, o único segmento do varejo no qual a companhia ainda não opera no Brasil, seu maior mercado mundial.

O Cade aprovou sem restrições à aquisição, pelo Mercado Livre, da Cuidamos Farma, na zona sul de São Paulo. Mas a Abrafarma alegou ao órgão de defesa da concorrência que o MeLi não forneceu todas as informações relacionadas à transação e também sobre parcerias futuras, o que, nos argumentos da associação, poderia ser um "incidente de enganosidade".

Em nota à imprensa assinada pelo presidente da entidade, Sergio Mena Barreto, a Abrafarma ressalta parte do teor do dossiê apresentado ao Cade. 

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A associação defende, por exemplo, que a operação não pode gerar sobreposição horizontal no mercado de varejo farmacêutico e não pode provocar integração vertical entre o mercado de varejo farmacêutico (upstream) e o mercado de varejo multiprodutos por meio de plataforma online (downstream), "por exigir autorizações regulatórias específicas".

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A entidade destaca, ainda, que a operação não pode gerar qualquer tipo de fechamento de mercado de varejo farmacêutico, pois as operações do Grupo Mercado Livre ficariam limitadas ao "reduzido faturamento e volume de vendas da Target, nome-fantasia da Cuidamos Farma".

Também diz a Abrafarma que não pode resultar em qualquer tipo de parceria entre a plataforma de prescrição médica digital da Memed e a plataforma de varejo multiprodutos do Grupo Mercado Livre, pois "ausente qualquer relação comercial entre as empresas".

A Abrafarma reforça, a partir da análise do processo que o Mercado Livre tem adotado para ingressar no comércio de medicamentos, que a plataforma poderia vender medicamentos online, pois estaria adquirindo justamente o que lhe faltava para atuar diretamente neste mercado - autorização sanitária e presença de farmacêutico responsável, por meio do CNPJ da Cuidamos Farma.

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"A aquisição da Target pode, inclusive, aproximar no futuro as atividades do Mercado Livre na venda online de medicamentos com as operações da ex-controladora da farmácia - a Memed, maior plataforma para emissão de prescrições médicas digitais, com recomendação direta ao usuário de farmácias para compra remota", diz.

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