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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

GIGANTE DOS SHOPPINGS

Argo e Replan se juntam para criar terceira maior administradora de shoppings do Brasil; conheça

Com 30 shoppings distribuídos pelo país e cerca de R$ 10 bilhões em vendas por ano, conheça a nova gigante do setor

Bia Azevedo
Bia Azevedo
27 de junho de 2025
17:21 - atualizado às 17:45
Imagem: Canvas Pro

A partir do primeiro dia de julho, o mercado de shoppings ganha um novo gigante: a Argoplan. Fruto de uma fusão entre as cariocas Argo Participações e Replan, o novo conglomerado chega com 30 shoppings sob sua gestão pelo Brasil — sendo 23 da Argo e 7 da Replan —, distribuídos em 22 cidades de 9 estados.

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A recém-nascida soma vendas de quase R$ 10 bilhões por ano. Entre os destaques do portfólio estão: Américas Shopping, Campinas Shopping, PrudenShopping e Shopping Montes Claros. 

A Argoplan terá mais de 850.000 m² de área bruta locável (ABL) administrada, mais de 5 mil lojistas e 35 mil vagas de estacionamento. A sede da nova empresa será no Rio de Janeiro, e uma filial em São Paulo deve ser aberta ainda este ano.

Na composição societária, cada empresa terá 50% de participação na Argoplan.

A terceira maior administradora de shoppings do país

A nova companhia se torna a terceira maior administradora de shoppings do país, atrás apenas da Allos (ALOS3) e da AD Shoppings — que comandam 58 e 43 shoppings, respectivamente. 

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“Até o final do ano, a gente projeta estar administrando 35 shopping centers”, afirma Leandro Lopes, sócio da Replan, ao Seu Dinheiro. Ele complementa explicando que: 

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“Dos 30 shoppings que a gente tem hoje, 13 são próprios, e a gente já nasce com um plano de crescimento bem estruturado”

Esse plano de crescimento inclui um greenfield — projeto em terreno não desenvolvido — em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Além disso, existem duas expansões planejadas: a do Shopping Park Sul, em Volta Redonda (RJ), que será inaugurada em outubro deste ano, e a do Pátio Central, em Patos de Minas (MG), cuja primeira fase será inaugurada no final deste ano. 

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A administradora também estuda o desenvolvimento de um greenfield no interior de São Paulo. 

Para Lopes, este é um dos grandes motivadores que levaram à fusão: criar uma plataforma de crescimento de shoppings no país.

A história por trás da parceria

A Replan foi criada em 2015 por Leandro Lopes e Felipe Andrade e, até 2017, operou em conjunto com a Aliansce Sonae (que depois viria a se unir à brMalls para criar a Allos). 

A empresa retomou suas operações em fevereiro de 2025, em parceria com o SFA Malls, da família Bretas, e passou a gerenciar seis shoppings do grupo: Eco Valle Shopping (Lorena, SP), Jatahy Shopping (Jataí, GO), Montes Claros Shopping (Monte Claros, MG), Pátio Central Shopping (Patos de Minas, MG), Shopping Rio Verde (Rio Verde, GO) e Shopping Serra Dourada (Altamira, PA). 

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Já a Argo foi criada em 2008 por Hugo Matheson e Antonio Arbex. Eles também fundaram a EGEC e a Dacom, empresas de prestação de serviços para shoppings, compradas em 2006 pela GP Investimentos e Equity Internacional para a criação da BR Malls.

Os desafios

Agora, segundo Lopes, o foco é fazer a empresa funcionar. “A gente tem um cuidado especial para não deixar a operação descuidada e manter o nível de excelência na operação, enquanto faz a integração das duas companhias. Esse é o foco”, explica. 

Além disso, quando questionado sobre os juros no Brasil — que atualmente estão em 15% ao ano —, o executivo destaca: “Em um negócio de capital intensivo, como o nosso, obviamente prejudica tanto os planos de expansão quanto os próprios lojistas. Mas não estamos vendo retração no consumo”. 

Ele observa que, embora o financiamento para expansões seja impactado, os consumidores seguem ativos no varejo. "As pessoas continuam consumindo em restaurantes, comprando roupas e aproveitando diversos serviços", afirma, destacando a resiliência do mercado de shoppings.

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