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Até então, a empresa vinha distribuindo proventos de R$ 50 milhões, ou R$ 0,10 por ação. Com a publicação dos resultados, a companhia anunciou pagamentos mensais de R$ 0,28 a R$ 0,30
Quando uma empresa entrega um resultado dentro do esperado, nem sempre o mercado reage com empolgação. Mas toda regra tem exceção — e uma das maiores administradoras de shopping centers do Brasil mostra isso nesta quinta-feira (13).
A Allos (ALOS3) passou pela passarela da temporada de balanços sem extravagâncias, mas com um toque final que deixou os acionistas animados: anunciou que vai triplicar a distribuição de dividendos e, de quebra, prevê pagamentos mensais de proventos em 2026.
Após o anúncio, as ações da companhia iniciaram o pregão de hoje liderando a ponta positiva do Ibovespa, com ganhos que passavam de 7%. Por volta de 13h15, ocupavam a segunda posição entre as maiores altas do índice, avançando 3,19%, a R$ 28,15.
Com os resultados do 3T25 e o guidance de dividendos, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra para as ações da Allos. Segundo os analistas a decisão é tomada com base no valuation de 9x P/FFO (Preço sobre Fundos de Operações) esperado para 2026.
O banco tem preço-alvo de R$ 25 em 12 meses, o que representa um potencial de desvalorização de 7,7% com relação ao último fechamento.
Segundo avaliação dos analistas do BTG, os resultados da administradora de shoppings não contaram com grandes surpresas e, em grande parte, veio em linha com as expectativas. Em relatório, o banco avaliou o balanço como “suave”.
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Isso porque a receita líquida e o lucro líquido vieram conforme o esperado ao alcançarem R$ 663 milhões e R$ 126 milhões, com aumento de 3% e 12%, respectivamente.
Além disso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 461 milhões, um crescimento de 3% na comparação anual. O montante, porém, ficou 2% abaixo das projeções.
Já o FFO (Funds From Operations, ou Fundos Gerados em Operações), que mede o fluxo de caixa gerado pelas operações da empresa, totalizou R$ 280 milhões.
O montante foi exatamente o valor previsto pelos analistas do BTG, mas registrou uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os números operacionais foram classificados como decentes pelo banco.
Porém, o destaque ficou por conta do crescimento das Vendas nas Mesmas Lojas (Same Store Sales ou SSS), de 2,9% na comparação anual, mas ainda abaixo das projeções dos analistas.
Segundo o BTG, o resultado reflete o desempenho do setor de entretenimento e bases de comparação consideradas difíceis.
Por outro lado, os Aluguéis nas Mesmas Lojas (SSR) tiveram uma performance mais forte, aumentando 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A taxa de vacância também melhorou, atingindo 3,5%. Além disso, a inadimplência líquida da companhia foi de 0,9%, um aumento de 136 pontos base na comparação anual.
Até então, a Allos vinha distribuindo dividendos de R$ 50 milhões, ou seja, R$ 0,10 por ação. Com a publicação do balanço, a empresa anunciou uma reviravolta animadora: planeja distribuir proventos mensais de R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação ao longo de 2026.
O montante é muito maior do que o BTG projetava — a estimativa do banco era de dividend yield (taxa de retorno de dividendos) de 4,5%.
Segundo os analistas, esse dividendo rechonchudo vai se sustentar no próximo ano, baseado na alavancagem da empresa (dívida líquida/Ebitda), que está em 1,7x, abaixo da meta interna de 2x.
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