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A gigante petroquímica tem sido estrangulada por prejuízos, alavancagem elevada e uma ininterrupta queima de caixa
Vivendo um “inferno astral”, a Braskem (BRKM5) informou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para buscar alternativas que otimizem sua estrutura de capital, de acordo com fato relevante divulgado ao mercado nesta sexta-feira (26).
A companhia afirma que o foco será implementar iniciativas de transações que mitiguem os impactos do prolongado ciclo de baixa da indústria petroquímica e visem ao fortalecimento da competitividade no setor brasileiro.
A Braskem tem sido estrangulada por prejuízos, alavancagem elevada e uma ininterrupta queima de caixa. Para entender como a gigante petroquímica foi do céu ao inferno em poucos anos, você pode ler esta matéria aqui.
O mercado reagiu negativamente ao anúncio. Por volta das 10h40, as ações BRKM5 tinham queda de 5,58%, a R$ 7,78.
Recentemente, a Braskem sofreu rebaixamento na nota de crédito, de “BB-” para “B+”, pela agência classificadora de risco S&P, sob o peso da queima de caixa. As ações da petroquímica acumulam queda superior a 30% no ano.
Em relatório de meados deste mês, a S&P apontou que mesmo a continuidade da melhora de rentabilidade e preservação da liquidez não devem ser suficientes para reverter a queima de caixa da Braskem nos próximos trimestres.
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Os analistas da agência reconheceram que a Braskem já busca ativamente iniciativas para redução de custos, melhorias na eficiência do capital de giro e potenciais vendas de ativos, além de esperarem um benefício pelas tarifas antidumping.
No entanto, a avaliação é de que as principais métricas de crédito da petroquímica permanecerão alinhadas a uma nota de crédito mais baixa nos próximos 12 meses, com a relação dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede a alavancagem, acima de 7 vezes. No geral, quanto maior o número, maior o risco.
No segundo trimestre, a companhia amargou um prejuízo líquido de R$ 267 milhões, revertendo o lucro de R$ 698 milhões do trimestre anterior. No entanto, se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma melhora de 93%.
A Braskem atribui as perdas ao menor resultado com derivativos e variações cambiais líquidas, além do impacto da demanda global, que foi prejudicada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e pela incerteza sobre tarifas.
À época da divulgação, a XP Investimentos classificou os números como “bem abaixo das expectativas”.
A receita líquida de vendas da Braskem (BRKM5) caiu 8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e 6% na comparação anual, a R$ 17,8 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente, indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa operacional, desabou 68% na base trimestral e 74% frente ao 2T24, para R$ 427 milhões.
Você pode saber mais sobre o balanço do 2T25 aqui.
* Com informações do Money Times
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