Ações do Nubank (NU) batem novos recordes de preço na bolsa de valores de NY; saiba de quanto foi a máxima histórica
Papéis negociados na NYSE atingiram novas máximas intradiária e de fechamento nesta sexta (19), acumulando quase 80% de alta desde o IPO em 2021

Se a bolsa de valores de Nova York, a NYSE, fosse capaz de fazer um teste de colorimetria, o resultado de cor ideal para hoje seria roxo. Isso porque as ações do Nubank (NU) renovaram suas máximas históricas nesta sexta-feira (19).
Os ativos do banco brasileiro fecharam o pregão de hoje negociados a US$ 16,18. O valor representa uma alta de 1,16% em comparação ao mesmo momento no dia anterior, quando cada papel custava US$ 15,99.
Durante as negociações de hoje, a ação na empresa chegou a valer US$ 16,34, novo recorde intradiário.
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Com o resultado do fechamento do pregão de hoje, o valor de mercado da empresa passou a ser de US$ 77,27 bilhões, o equivalente a R$ 411 bilhões, na cotação de hoje.
Trata-se de um valor superior aos R$ 397 bilhões do Itaú (ITUB4), que por muito tempo ostentou o título de maior banco brasileiro, mas passou a disputá-lo com o Nubank desde o IPO do roxinho.
Na bolsa de valores brasileira, os BDRs ROXO34 fecharam a R$ 14,34.
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Desde o IPO, em dezembro de 2021, as ações NU acumulam alta de quase 80%, e os BDRs ROXO34 subiram 71,5%.
Já estava nas projeções
O mercado financeiro já esperava notícias positivas envolvendo o nome do Nubank. O Itaú BBA, em relatório divulgado no começo deste mês, comparou o desempenho do Nubank ao Mercado Livre (MELI34), dono da fintech Mercado Pago, mas escolheu o banco roxo como sua ação preferida para o período. “Vemos melhor visibilidade e lucratividade no Nubank para o 3T25”, explicaram.
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A instituição afirmou, ainda, que NU serve como referência para as operações de cartões no Brasil. O relatório apontou que o Nubank segue como maior impulsionador da expansão do cartão de crédito no Brasil. No segundo trimestre, o banco adicionou US$ 1,0 bilhão (R$ 5,6 bilhões) no setor.
O Santander mudou sua recomendação para compra e elevou o preço-alvo do papel no mês passado — de US$ 9 para US$ 16, valor atingido hoje —, após o Nubank mostrar recuperação nos resultados do segundo trimestre deste ano.
A instituição financeira não está só. Itaú BBA, Citi e BTG Pactual também sugeriram compra para os papéis do Nubank e alteraram o preço-alvo em agosto, depois da divulgação do balanço. Os três escolheram o preço-alvo de US$ 18 por ação.
O Itaú BBA acredita que a fintech chegará a este valor no final de 2026, enquanto o BTG, mais otimista, projeta esse resultado para os próximos 11 meses.
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O Nubank registrou um lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025, resultado trimestral mais alto que o banco digital já teve. O valor é 42% maior que o registrado nos três primeiros meses de 2025.
Nem tudo é um mar de rosas
O Itaú BBA e o BTG, no entanto, acreditam que há ainda alguns obstáculos no caminho do Nubank. Um deles é a possível regulamentação para limitar as taxas de intercâmbio de cartões.
Há também a necessidade de capital e custos de NPL (créditos de liquidação duvidosa) para a fintech crescer mais, ressalta o BTG. O Nubank não ter licença bancária plena no Brasil também preocupa os analistas.
Já o Itaú alerta que uma mudança no ciclo de crédito no Brasil pode representar um risco para o Nu, com a justificativa de que a fintech tem o costume de conquistar seus clientes aumentando limites de crédito.
Vale lembrar que o banco digital tem apelo entre pessoas com renda menor, como jovens e pessoas de classes C/DE, que são atraídos por essa disponibilização de possibilidades de financiamento.
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