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Rian Enrique

É estudante de Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Antes, foi estagiário no LinkedIn Notícias.

BOM MOMENTO

Ações do Nubank (NU) batem novos recordes de preço na bolsa de valores de NY; saiba de quanto foi a máxima histórica

Papéis negociados na NYSE atingiram novas máximas intradiária e de fechamento nesta sexta (19), acumulando quase 80% de alta desde o IPO em 2021

Rian Enrique
19 de setembro de 2025
19:00 - atualizado às 19:01
Cartões roxos do Nubank enfileirados no ar. Fundo roxo.
Imagem: Divulgação

Se a bolsa de valores de Nova York, a NYSE, fosse capaz de fazer um teste de colorimetria, o resultado de cor ideal para hoje seria roxo. Isso porque as ações do Nubank (NU) renovaram suas máximas históricas nesta sexta-feira (19).

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Os ativos do banco brasileiro fecharam o pregão de hoje negociados a US$ 16,18. O valor representa uma alta de 1,16% em comparação ao mesmo momento no dia anterior, quando cada papel custava US$ 15,99.

Durante as negociações de hoje, a ação na empresa chegou a valer US$ 16,34, novo recorde intradiário.

Com o resultado do fechamento do pregão de hoje, o valor de mercado da empresa passou a ser de US$ 77,27 bilhões, o equivalente a R$ 411 bilhões, na cotação de hoje.

Trata-se de um valor superior aos R$ 397 bilhões do Itaú (ITUB4), que por muito tempo ostentou o título de maior banco brasileiro, mas passou a disputá-lo com o Nubank desde o IPO do roxinho.

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Na bolsa de valores brasileira, os BDRs ROXO34 fecharam a R$ 14,34.

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Desde o IPO, em dezembro de 2021, as ações NU acumulam alta de quase 80%, e os BDRs ROXO34 subiram 71,5%.

Já estava nas projeções

O mercado financeiro já esperava notícias positivas envolvendo o nome do Nubank. O Itaú BBA, em relatório divulgado no começo deste mês, comparou o desempenho do Nubank ao Mercado Livre (MELI34), dono da fintech Mercado Pago, mas escolheu o banco roxo como sua ação preferida para o período. “Vemos melhor visibilidade e lucratividade no Nubank para o 3T25”, explicaram.

A instituição afirmou, ainda, que NU serve como referência para as operações de cartões no Brasil. O relatório apontou que o Nubank segue como maior impulsionador da expansão do cartão de crédito no Brasil. No segundo trimestre, o banco adicionou US$ 1,0 bilhão (R$ 5,6 bilhões) no setor.

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O Santander mudou sua recomendação para compra e elevou o preço-alvo do papel no mês passado — de US$ 9 para US$ 16, valor atingido hoje —, após o Nubank mostrar recuperação nos resultados do segundo trimestre deste ano.

A instituição financeira não está só. Itaú BBA, Citi e BTG Pactual também sugeriram compra para os papéis do Nubank e alteraram o preço-alvo em agosto, depois da divulgação do balanço. Os três escolheram o preço-alvo de US$ 18 por ação.

O Itaú BBA acredita que a fintech chegará a este valor no final de 2026, enquanto o BTG, mais otimista, projeta esse resultado para os próximos 11 meses.

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O Nubank registrou um lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025, resultado trimestral mais alto que o banco digital já teve. O valor é 42% maior que o registrado nos três primeiros meses de 2025.

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Nem tudo é um mar de rosas

O Itaú BBA e o BTG, no entanto, acreditam que há ainda alguns obstáculos no caminho do Nubank. Um deles é a possível regulamentação para limitar as taxas de intercâmbio de cartões.

Há também a necessidade de capital e custos de NPL (créditos de liquidação duvidosa) para a fintech crescer mais, ressalta o BTG. O Nubank não ter licença bancária plena no Brasil também preocupa os analistas.

Já o Itaú alerta que uma mudança no ciclo de crédito no Brasil pode representar um risco para o Nu, com a justificativa de que a fintech tem o costume de conquistar seus clientes aumentando limites de crédito.

Vale lembrar que o banco digital tem apelo entre pessoas com renda menor, como jovens e pessoas de classes C/DE, que são atraídos por essa disponibilização de possibilidades de financiamento.

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