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BTG Pactual e Santander afirmam que, devido aos desafios da petroleira no curto prazo e à falta de gatilhos imediatos, o momento pede cautela
As ações da Prio (PRIO3) encerraram o pregão desta quarta-feira (6) com queda de mais de 2% na esteira da divulgação dos resultados no segundo trimestre na noite anterior. Os números mostraram uma queda de 54% no lucro líquido em base anual, para US$ 122,5 milhões.
O resultado operacional da petroleira também apresentou queda, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuando 57% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 260 milhões.
A margem Ebitda da Prio caiu 30 pontos percentuais, para 55%, no mesmo período.
Para o Santander e o BTG Pactual, os resultados são fracos, mas estão em linha com o esperado para o segundo trimestre.
Se o desempenho estava dentro das estimativas dos bancos, o mercado parece não ter gostado dos resultados. A Prio encerrou o pregão desta quarta-feira (6) com queda de 2,29%, a R$ 39,69. No ano, os papéis acumulam perda de 1,2%.
O desempenho financeiro da Prio veio sendo desenhado desde a última segunda-feira (4), quando a petroleira divulgou a prévia operacional de julho, que teve produção média de 100,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boed).
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No recorte do 2T25, a petroleira produziu 100,1 mil boed, crescimento de 11,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A prévia leva em consideração o cluster de Polvo e Tubarão Martelo, além dos campos de Frade, Albacora Leste e Peregrino.
Em maio, a Prio anunciou a compra da participação restante de 60% no campo de Peregrino da norueguesa Equinor por mais de US$ 3 bilhões. Com isso, a petroleira se tornou a única proprietária do ativo localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
A aquisição fez com que a alavancagem (dívida líquida/Ebitda) da Prio chegasse a 1,8x no 2T25, contra 1,3 vez no final do primeiro trimestre deste ano.
Os resultados da Prio foram considerados fracos, na visão do BTG Pactual e do Santander, mas dentro do esperado. No entanto, devido aos desafios no curto prazo e à falta de gatilhos imediatos, o momento pede cautela, segundo os bancos.
Os analistas destacam que a queda do Ebitda ajustado foi causada por uma série de fatores, como a redução nos preços do barril do Brent, menor produção e um volume de vendas mais baixo.
O BTG e o Santander ainda afirmam que os resultados foram impactados pelo aumento dos custos de extração, prejudicando a margem operacional da petroleira.
Apesar disso, ambos os bancos têm a expectativa de recuperação gradual para os próximos trimestres, com melhora na produção já no 3T25.
O otimismo se dá pela normalização da produção em Frade e pelo retorno das atividades regulares em Peregrino após a manutenção. O BTG também acredita que o principal motor de crescimento da Prio será a produção de Wahoo em 2026.
Nesse cenário, a recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 65 em 12 meses, o que representa um upside de mais de 63% em relação ao fechamento do pregão de hoje.
Já o Banco Santander mantém uma recomendação neutra para o papel, com preço-alvo para o final de 2026 de R$ 55, uma valorização de 38%.
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