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De acordo com analistas, o grande foco agora é a fusão com a Cobasi, anunciada no ano passado e que pode ser um gatilho para as ações
Os investidores que têm ações da Petz (PETZ3) viram o papel se acumular perda de 7,33% nesta semana, que terminou com a rede de produtos e serviços para animais de estimação reportando prejuízo líquido de R$ 43,1 milhões no quarto trimestre de 2024, revertendo luro de R$ 5,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
Só nesta sexta-feira (21), os papéis recuaram 4,30%, a R$ 4,23. Na mínima do dia, a queda chegou a 5,43%, a R$ 4,18.
Para alguns bancos, a hora de vender as ações PETZ3 chegou.
Os analistas do Santander mantiveram a recomendação underperform, equivalente à venda, para a Petz após os números do último trimestre de 2024. O preço-alvo estabelecido pelo banco é de R$ 4,50, o que representa um potencial de valorização de apenas 6,4% com relação ao fechamento de hoje.
Na avaliação do banco, o balanço da Petz mostrou tendência de melhora, com avanço no equilíbrio entre os canais de vendas e uma expansão de margem que era muito aguardada.
Apesar de uma ligeira perda de receita, o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou 3% acima do estimado pelo banco, devido a uma margem bruta melhor do que o esperado que mais do que compensou as maiores despesas de vendas, na visão do analista Ruben Couto e equipe.
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Já para o BTG Patcual, a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 5 — o que representa um potencial de valorização de 18,2% em relação ao fechamento de hoje.
Na visão do BTG, o grande foco agora é a fusão com a Cobasi, anunciada no ano passado.
O analista Luiz Guanais e equipe acreditam que a combinação dos negócios pode levar a um mercado mais racional e a sinergias, o que poderia ser um gatilho para as ações.
“Sinalizamos que o mercado continua altamente fragmentado e competitivo”, afirma.
O banco destaca positivamente as melhorias de lucratividade impulsionada pela melhor dinâmica de
preços e pelo mix de produtos mais saudável.
Na última semana, o conselho da Petz aprovou, em assembleia, a união das duas empresas.
A Petz será fundida com a divisão Cobasi Investimentos, que então será incorporada pela Cobasi S.A.. No fim, a Petz se tornará uma subsidiária da Cobasi, com uma unificação das bases acionárias das companhias.
Segundo informações do colunista d’O Globo, Lauro Jardim, a fusão deve sair neste primeiro trimestre e sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Além da reversão do lucro em prejuízo, a Petz registrou ebitda ajustado, que mensura o potencial de geração de caixa operacional, de R$ 83,3 milhões, alta de 24,8%.
A receita líquida totalizou R$ 878,7 milhões no período entre outubro e dezembro de 2024, um avanço de 7,1% na comparação anual. No acumulado do ano, o indicador somou R$ 3,3 bilhões, alta de 4,7%.
Os investimentos totais da companhia atingiram R$ 44,9 milhões no trimestre, queda de 39,1% ante o 4T23.
A Petz viu seu canal de lojas físicas crescer 11,4% na base anual, com a maior contribuição vinda de lojas maduras, ou seja, com mais de 12 meses. O canal digital desacelerou, passando de um crescimento de quase 20% ao ano para 6,4%.
A administração afirma estar confiante para 2025, tendo iniciado o primeiro trimestre com as mesmas tendências de crescimento apresentadas no segundo semestre de 2024, com um “bom patamar de crescimento aliado à preservação de margem bruta”.
*Com informações do Money Times
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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