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O movimento forte das ações do setor aéreo hoje dá sequência ao fluxo de compra dos últimos dias em ativos de risco e papéis “baratos” da bolsa brasileira, segundo analista
O dia foi fora da curva para a ação da companhia aérea Azul (AZUL4) nesta segunda-feira (8), que chegou a saltar mais de 60% e enfrentou vários leilões ao longo do pregão para acalmar o mercado e tentar estabilizar a cotação. Os papéis encerraram as negociações com alta de 31,30%, a R$ 1,51.
Na mesma toada, as ações da Gol (GOLL54) chegaram a saltar mais de 40% e também entraram em leilão. No fim do dia, a alta foi de 17,16%, a R$ 7,10.
Afinal, o que explica essa disparada na bolsa?
O movimento forte das ações do setor aéreo hoje dá sequência ao fluxo de compra dos últimos dias em ativos de risco e papéis “baratos” da bolsa brasileira, na avaliação de Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos da Axia Investing.
Ele destaca, ainda, o volume de compra de ações da Azul por gigantes como JP Morgan, UBS e Goldman Sachs no topo da lista, “com até 4 milhões de papéis comprados”.
“Existe a possibilidade de estarmos diante de um short squeeze, principalmente em Azul, que pode levar o preço para cima de R$ 2 rapidamente”, afirma o analista.
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Short squeeze é um movimento anormal do mercado que faz com que os preços de um ativo disparem. Ao mesmo tempo, os investidores que estão posicionados com uma venda a descoberto veem seus objetivos ficarem cada vez mais distantes e são obrigados a encerrar suas posições para não ter um prejuízo ainda maior.
Isso acaba gerando um efeito em cadeia, pois outros players que estão na mesma situação, ao verem os investidores desistirem de suas posições, fazem o mesmo. Assim a pressão de compra se torna gigantesca e o preço do ativo dispara ainda mais.
Segundo Sant’Anna, uma eventual autorização para fusão entre Azul e Gol pode ampliar ainda mais esse fluxo de compra no curto prazo.
Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) colocou contra a parede as duas companhias aéreas, que permitem a venda de rotas compartilhadas.
As companhias aéreas terão 30 dias para notificar o Conselho sobre o acordo de codeshare (compartilhamento de voos), de acordo com a decisão do órgão.
Além disso, a Gol e a Azul ficam proibidas de expandir as rotas compartilhadas até o término da análise do contrato pelo Cade.
Caso não ocorra a notificação no prazo estabelecido, o negócio deverá ser suspenso imediatamente, respeitando as passagens já emitidas ao consumidor final.
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