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DESCARBONIZAÇÃO

Ministério da Fazenda cria secretaria para desenvolver o Mercado de Carbono no Brasil

Nova secretaria vai definir os critérios e implementar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)

emissões de gases de efeito estufa
No mercado de carbono, empresas têm um limite de emissões de gases de efeito estufa e podem comprar ou vender créditos Imagem: iStock/WANAN YOSSINGKUM

O governo federal deu à luz uma nova secretaria no Ministério da Fazenda. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou e oficializou o decreto que cria a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (Semc) na quinta-feira (16). Os focos do órgão são o mercado de sustentabilidade e as políticas climáticas e de descarbonização.

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A secretaria vai ser liderada pela economista Cristina Reis, que deixa o cargo de subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável na Secretaria de Política Econômica (SPE). 

A área vai ter uma Subsecretaria de Regulação e Metodologias e uma Subsecretaria de Implementação.

Por dentro do novo segmento da Fazenda

Os objetivos principais da nova secretaria são gerir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e os atos e as políticas climáticas e de descarbonização.

O setor também vai conduzir e implementar o SBCE, que foi sancionado pelo presidente em 2024 com intuito de iniciar o mercado de carbono no país. Esse sistema tem duas funções:

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  • Incentivar a descarbonização da economia brasileira, ou seja, projetos que busquem diminuir a emissão de efeito estufa pelas empresas; e
  • Estimular investimentos em atividades de baixo carbono no mundo corporativo.

“Este é um passo decisivo para a operacionalização do SBCE, ao dar ao Ministério da Fazenda o poder de elaborar normas, coordenar estudos técnicos e firmar parcerias estratégicas para o funcionamento do sistema”, afirma Cristina Reis.

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Segundo a chefe da secretaria, o SBCE está previsto para entrar em operação em 2030. Até lá, o Ministério da Fazenda pretende criar uma base regulatória e de infraestrutura para o projeto por meio do novo setor.

A expectativa da pasta é que o mercado de carbono dê um empurrãozinho de 5,8% ao PIB do país.

O que é mercado de carbono?

Em um mercado de carbono, as empresas têm um limite para suas emissões de gases de efeito estufa e podem comprar ou vender créditos de carbono para ajustar essa conta.

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Esse projeto já está na mira de pelo menos uma companhia do país: o Banco do Brasil diz que sua ambição é “trabalhar em toda a cadeia de crédito carbono e ser o maior player do Brasil.”

A afirmação foi feita por José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, em entrevista ao Seu Dinheiro.

José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil.

O primeiro passo para o Brasil ter seu mercado regulado de carbono foi justamente a criação do SBCE, em 2024. A sua implementação deve ocorrer depois das regras serem definidas pela nova secretaria.

Como a secretaria vai funcionar?

A Semc vai ter duas subsecretarias. A primeira, de Regulação e Metodologias, será responsável por estudos técnicos e elaboração de critérios para o reconhecimento de créditos de carbono.

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A segunda, chamada de Subsecretaria de Implementação, tem como meta estabelecer as regras de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) — ou seja, a forma como os dados das empresas serão analisados. 

Outra função da área é o desenvolvimento do Registro Central de ativos, processo em que os ativos são documentados e reconhecidos pelas autoridades competentes.

A medida, de acordo com Cristina Reis, reafirma os compromissos do Ministério da Fazenda de ser líder na agenda de finanças sustentáveis e de promover um modelo de desenvolvimento econômico sustentável, inclusivo e competitivo.

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