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Com potencial de alta caso as coisas deem muito certo e risco de desvalorização relevante caso o cenário se deteriore de vez, comprar BBAS3 nesse momento me parece um pouco precipitado — mas existe uma boa saída
O Banco do Brasil (BBAS3) foi, sem dúvidas, o destaque negativo do primeiro trimestre de 2025. Além dos resultados muito ruins, por conta da alta inadimplência do agro, a gestão optou por retirar o guidance, o que é um péssimo sinal.
Isso porque o guidance funciona como um guia para os investidores terem alguma noção do que esperar para os próximos trimestres. E se a gestão retira o guidance é porque provavelmente nem ela sabe muito bem para onde o negócio está indo.
Para piorar, os últimos dados do setor bancário mostram que a inadimplência do agro segue piorando, e sugere números ainda muito ruins para o BB no segundo trimestre e, possivelmente, no terceiro trimestre também.
Ou seja, mesmo depois de mergulhar -30% nos últimos três meses, BBAS3 pode cair ainda mais se essas perspectivas negativas se confirmarem nos próximos resultados e, por isso, ainda não me parece a hora de pular de cabeça nos papéis.
Olhando o copo meio cheio, não dá para negar que, por 4x lucros e 0,6x valor patrimonial, as ações também já parecem bastante descontadas nesses níveis.
Sendo assim, se os resultados do segundo trimestre e terceiro trimestre não vierem assim tão ruins, as ações deveriam recuperar boa parte das perdas desde maio. Além disso, há um outro aspecto extremamente importante: eleições de 2026.
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Sendo uma estatal, o Banco do Brasil tende a ser uma das grandes beneficiadas em uma eventual mudança nos rumos políticos e econômicos do país, caso algum candidato mais moderado e reformista vença a disputa.
Neste cenário, não seria nem uma loucura ver BBAS3 negociando acima de R$ 30 novamente, um upside nada desprezível de mais de 50%!
Diante desse cenário que combina muito potencial de alta caso as coisas deem muito certo com risco de desvalorização relevante caso o cenário se deteriore de vez, comprar BBAS3 nesse momento me parece um pouco precipitado.
No entanto, utilizando opções é possível montar uma operação que te protege de eventuais quedas drásticas, sem que você abra mão do grande potencial de retorno que o melhor cenário oferece.
Put é um tipo de opção que protege o investidor da queda de uma ação. Quando ele compra uma put de strike X, ele está protegido da queda desse ativo abaixo de X até a data de vencimento da opção.
A coisa fica mais fácil usando exemplos reais, então vamos considerar a put BBASX190, que tem strike R$ 19,02 e vencimento em 18/12/2026 (depois das eleições).
Para comprar essa put você gastará entre R$ 0,70 e R$ 1,00. Em troca, você garante um preço de venda mínimo de R$ 19,02 para BBAS3.
Não importa o que acontecer com Banco do Brasil: o agro pode piorar ainda mais, o governo atual pode voltar a ganhar popularidade e vencer as eleições, e tudo isso levar BBAS3 para R$ 10. Mesmo nesse cenário, você ainda poderá vender BBAS3 por R$ 19,02.
Por outro lado, pode ser que as coisas melhorem para o banco. A inadimplência do agro seja menos pior do que se teme, e a vitória de um governo mais reformista e fiscalista faça os investidores apostarem pesado na melhora do BB.
Neste cenário “bullish”, as ações vão para R$ 25, R$ 30, R$ 35… Você terá “perdido” aquele R$ 1 que gastou na put para se proteger do pior cenário. No entanto, o papel tende a subir tanto, que isso seria apenas um detalhe.
Na teoria, a operação é tão simples quanto comprar BBAS3 e em seguida comprar a mesma quantidade de puts BBASX190, de modo a se proteger até o fim das eleições (isto é, para cada 100 BBAS3, comprar 100 BBASX190).
Na prática, porém, existem algumas dificuldades envolvendo liquidez. O mercado de opções brasileiro não é tão desenvolvido, e é difícil encontrar opções líquidas (negociando) com vencimento tão longo.
O exemplo com BBASX190 é o mais próximo que conseguimos montar por conta própria no home broker, mas ainda correndo o risco de pagar caro devido à falta de liquidez.
Uma alternativa é fazer essa operação com a ajuda de seu assessor ou da mesa de operações da sua corretora. Peça a compra de ações de do Banco do Brasil combinada com a compra de puts com strike igual ao preço da ação, e vencimento em novembro de 2026.
Para que a operação continue atrativa, o custo dessa put (proteção) não deve ficar muito acima de 10% do preço da própria ação – idealmente até abaixo disso.
Com resultados de curto prazo potencialmente muito ruins, mas um cenário que pode ser muito favorável lá na frente, a compra protegida tende a ser uma saída interessante para quem entende que chegou a hora de embarcar nos papéis.
Se você quer aprender a montar operações como essa — simples, mas poderosas — e navegar por cenários incertos sem abrir mão do potencial de ganho, recomendo conhecer a série Flash Trader, que já sobe mais de 20% no ano com estratégias tão simples quanto essas.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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