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Nos últimos dias, a Vivo realizou uma operação que nos ajuda a entender na prática o momento de comprar e, mais importante, de vender um ativo
“Quando comprar uma ação?” é uma pergunta frequente de quem está começando a investir, e para a qual você encontra uma série de respostas.
Por exemplo, “compre quando está barata” ou “compre quando os resultados da empresa estão prestes a melhorar” são algumas das respostas comuns que você encontra na literatura.
A pergunta que pouca gente faz, mas que é igualmente importante, é: “quando vender uma ação?”
Nos últimos dias, a Vivo (VIVT3) realizou uma operação que nos ajuda a entender na prática o momento de comprar e, mais importante, de vender um ativo.
Na semana passada, a Vivo anunciou a compra de 50% da FiBrasil, aumentando a sua fatia para 75% e se tornando a controladora da subsidiária. Mas para entender melhor essa história, precisamos voltar alguns anos.
No fim de 2020, a Vivo criou a FiBrasil para expandir a rede de fibra para o interior do país, crucial para seus planos de crescimento no setor de banda larga.
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No entanto, a Vivo estava prestes a entrar em uma fase de endividamento elevado no segmento móvel (celular), com a aquisição dos ativos da Oi e participação no leilão 5G.
A saída foi vender uma parte da FiBrasil para o fundo canadense CDPQ, mas não por qualquer valor – na verdade, ela deu uma aula de como vender ativos.
Em 2021, o setor de fibra vinha surfando um crescimento muito forte, em uma combinação de atividade robusta, juros baixos e penetração pequena de internet de fibra no Brasil.
Prova desse bom momento é que três empresas do segmento fizeram IPO em 2021: Desktop, Brisanet e Unifique.
Diante dos desafios de alavancagem, mas principalmente pelo grande apetite de investidores no setor, a Vivo aproveitou para vender uma parte do ativo por incríveis 16,5x Ebitda, uma oferta boa demais para deixar passar.
E o tempo se encarregou de mostrar que ela tomou a atitude correta. Pouco depois os juros dispararam nos Estados Unidos e no Brasil, os ruídos políticos aumentaram e muitos outros fatores pesaram no crescimento e no valuation do setor.
As empresas de fibra brasileiras que chegaram na bolsa avaliadas entre 10 e 20 vezes Ebitda em 2021, hoje negociam por menos de 4 vezes!
Sinceramente, acredito que a Vivo nem sabia que o setor iria passar por uma retração tão grande. Mas às vezes alguns de nossos ativos ficam tão caros que o mais sensato é vendê-los por bons preços e torcer para que possamos recomprá-los por múltiplos mais racionais lá na frente.
E essa é a lição que a Vivo nos dá sobre “a hora certa de vender uma ação”.
Com os desafios de alavancagem superados e a desvalorização generalizada do setor de fibra, a Vivo virou a mão e aproveitou para retomar os 50% de participação do CDPQ.
Se em 2021 ela vendeu a participação de 50% por R$ 1,8 bilhão, agora ela recomprou essa mesma fatia por R$ 850 milhões, quase R$ 1 bilhão a menos!
Em termos de múltiplos a diferença também impressiona: vendeu por 16,5x Ebitda em 2021 e recomprou por menos de 9x Ebitda na semana passada.
Com isso, a Vivo volta a aumentar a fatia em um setor que ainda tem muito potencial de crescimento. Mais importante: por preços excelentes, mostrando ótima disciplina na alocação de capital.
Some a esses fatores um dividend yield próximo de 10% e um múltiplo de apenas 4,7x ebitda e VIVT3 mostra porque tem lugar garantido na série Vacas leiteiras.
Agora, se você tiver um pouco mais de estômago para aguentar o curto prazo e, assim como a Vivo, quiser se expor ao grande potencial de crescimento do setor de fibra nos próximos anos, existem microcaps de fibra negociando por múltiplos bem mais baratos que a FiBrasil.
Uma delas tem potencial de dobrar de valor na minha visão, e inclusive chamou a atenção da própria Vivo recentemente. Essa ação faz parte da série Microcap Alert, que você pode conhecer mais aqui.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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