WEG (WEGE3) imune ao apocalipse da bolsa? BofA corta preço-alvo de ações de transporte e bens de capital — e só três papéis escapam
A Weg foi uma das poucas ações dos setores de transporte e bens de capital a escapar da revisão negativa de preços-alvo pelo Bank of America; veja as expectativas dos analistas
Que o ano de 2024 foi desastroso para o Ibovespa, não há como negar. No entanto, o ciclo de aperto monetário no Brasil bateu de forma ainda mais dura sobre os setores de transporte e bens de capital, que tiveram um desempenho ainda pior que o principal índice de ações da B3 no ano passado. A exceção que parece ter passado imune ao apocalipse da bolsa foi a Weg (WEGE3).
Na contramão do fraco desempenho geral do setor, a fabricante de motores elétricos figurou entre as ações que mais subiram na B3 no ano passado, com valorização da ordem de 45% no acumulado de 2024.
Conhecida como “fábrica de bilionários da B3”, a empresa se beneficia de uma taxa Selic mais alta, uma vez que carrega uma quantia maior de dinheiro investido em títulos atrelados à Selic frente às dívidas lastreadas no CDI, e também surfa a desvalorização do real, já que tem a maior parte das receitas dolarizadas.
Ação da Weg (WEGE3) na contramão
Diante das perspectivas mais positivas, a Weg foi uma das poucas ações a escapar de uma revisão negativa de preços-alvo pelo Bank of America (BofA).
Dos 15 nomes cobertos pelo banco, somente WEGE3 e outras duas ações — Azul (AZUL4) e Iochpe Maxion (MYPK3) — continuaram com a meta de cotação inalterada. No entanto, a dupla conta com recomendação “underperform”, equivalente à venda.
Todos os demais nomes passaram por cortes nos preços-alvo para 2025, incorporando o cenário de taxas de juros mais altas no Brasil e real cada vez mais depreciado frente ao dólar.
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
“Em uma base relativa, achamos que o setor, excluindo a Weg, está barato, com um desconto de 49% em relação ao múltiplo histórico de preço sobre lucro (P/L), enquanto o Ibovespa negocia a um desconto de 22%, excluindo commodities”, avaliaram os analistas.
Veja abaixo as recomendações e preços-alvo do BofA para ações de transportes e bens de capital:
| Empresa | Recomendação | Novo preço-alvo | Potencial de retorno do novo preço-alvo | Preço-alvo anterior | Diferença entre os preços-alvo |
|---|---|---|---|---|---|
| Azul (AZUL4) | Underperform (Venda) | R$ 2,00 | -54,2% | R$ 2,00 | 0,00% |
| Iochpe Maxion (MYPK3) | Underperform (Venda) | R$ 13,00 | +6,4% | R$ 13,00 | 0,00% |
| Weg (WEGE3) | Compra | R$ 67,00 | +25,2% | R$ 67,00 | 0,00% |
| Tupy (TUPY3) | Underperform (Venda) | R$ 21,50 | -1,5% | R$ 22,00 | -4,40% |
| CCR (CCRO3) | Neutra | R$ 13,30 | +27% | R$ 14,00 | -5,00% |
| Rumo (RAIL3) | Compra | R$ 28,00 | +53% | R$ 30,00 | -6,70% |
| EcoRodovias(ECOR3) | Underperform (Venda) | R$ 4,80 | +11,6% | R$ 5,50 | -12,70% |
| Armac (ARML3) | Compra | R$ 10,20 | +84,1% | R$ 12,00 | -15,00% |
| GPS (GGPS3) | Compra | R$ 22,00 | +47,8% | R$ 26,00 | -15,40% |
| Localiza (RENT3) | Compra | R$ 60,00 | +87,5% | R$ 71,00 | -15,50% |
| Mills (MILS3) | Neutra | R$ 10,10 | +17,1% | R$ 12,00 | -15,80% |
| Movida (MOVI3) | Compra | R$ 10,00 | +169,5% | R$ 12,00 | -16,70% |
| Hidrovias do Brasil (HBSA3) | Underperform (Venda) | R$ 2,50 | -12,5% | R$ 3,00 | -16,70% |
| Vamos (VAMO3) | Neutra | R$ 5,60 | +17,8% | R$ 7,00 | -20,00% |
| Randon (RAPT4) | Neutra | R$ 12,00 | +25,6% | R$ 15,00 | -20,00% |
Cotações com base no fechamento de 07/01/2025.
O BofA manteve a recomendação de compra para as ações da Weg — apesar de ver potencial de alta limitado frente a outras ações da lista após a escalada dos papéis na B3 em 2024.
Para os analistas, o momentum operacional da companhia deve permanecer forte em 2025, com ventos favoráveis mantendo a tendência de margem positiva, como o câmbio, demanda por eletrificação e menor mix renovável.
- VEJA MAIS: Evento gratuito do Seu Dinheiro com especialistas da Empiricus, BTG Pactual, Pátria, EQI Research e outros gigantes ajuda a preparar carteira para 2025; retire seu ingresso aqui
A ação preferida do BofA para 2025 — e não é a Weg (WEGE3)
Mesmo com a visão otimista para as ações da Weg (WEGE3), a companhia não é a favorita do Bank of America no setor de transportes e bens de capital.
Na realidade, quem detém esse título hoje é a Localiza (RENT3). Na opinião dos analistas, a locadora de automóveis é uma opção sólida para investidores de valor.
Apesar da expectativa de deterioração do cenário macroeconômico no Brasil, a empresa de locação de carros é a ação preferida do BofA no setor devido ao valuation altamente descontado e ao forte crescimento esperado dos lucros.
“Vemos um crescimento significativo dos lucros nos próximos dois a três anos à medida que a Localiza recupera a lucratividade, principalmente por meio de aumentos de tarifas e à medida que os preços dos carros se estabilizam.”
A dupla de ações menos atraentes, segundo o BofA
Em contrapartida, as ações que menos brilham aos olhos do banco norte-americano são a Azul (AZUL4) e a EcoRodovias (ECOR3) — ambas com recomendação “underperform”, equivalente a venda.
Para os analistas, a relação de risco e retorno das duas ações é menos favorável, já que os fluxos de caixa e valores justos podem cair consideravelmente em meio a uma deterioração adicional do cenário macro.
O banco ainda avalia que a Azul está abaixo do ponto de equilíbrio de caixa em 2025, com riscos cambiais consideráveis e uma grande diluição esperada de investidores, devido à renegociação de dívidas com credores.
“Vemos o risco-retorno da Azul como pouco atrativo considerando os riscos sobre os patamares de câmbio e do petróleo e uma potencial grande diluição à frente, enquanto não enxergamos muito espaço para melhorias dos níveis de retorno.”
O Bank of America também considera o risco-retorno da EcoRodovias pouco atrativo. Os analistas projetam uma queima de caixa de R$ 4,4 bilhões em 2025 devido aos robustos compromissos de investimentos (capex) e ao endividamento elevado por um longo período.
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno
