Verde coloca o ‘pézinho’ em ações brasileiras — mas liga alerta sobre a situação do país
Em carta divulgada na sexta-feira (3), a gestora mostrou a retomada marginal de apostas na bolsa local, mas soou o alarme para o impacto da nova isenção de IR e para a postura mais dura do BC

O avanço do Ibovespa ao longo deste ano, renovando várias máximas históricas, tem conseguido chamar a atenção até de quem tem muitos pés atrás com o Brasil. É o caso da Verde Asset, de Luis Stuhlberger, que retomou marginalmente as compras de ações brasileiras em setembro, segundo carta divulgada nesta sexta-feira (4).
No documento, a gestora destaca que o Brasil vem surfando um ambiente favorável nos mercados globais, sobretudo emergentes.
Mas a casa fez dois alertas importantes. O primeiro deles é sobre a posição mais dura que o Banco Central vem adotando em suas comunicações. O segundo é sobre a aprovação da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada nesta semana.
Para a Verde, os dois movimentos refletem o que chamou de “acelerador fiscal com freio monetário”, dinâmica que tende a favorecer alocações no real e a prejudicar o apetite por ações brasileiras,“embora oportunidades específicas continuem a atrair o interesse e o capital do fundo”.
- VEJA TAMBÉM: LULA e TRUMP: A “química excelente” que pode mudar a relação BRASIL-EUA; assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
As posições da Verde e o desempenho em setembro
Além de ampliar, ainda que de forma marginal, a exposição em ações brasileiras, a Verde voltou a reduzir sua posição em juros reais nos EUA — justamente de onde vieram parte das perdas registradas em setembro.
Já as apostas que contribuíram positivamente para o desempenho no mês, como bolsa local, ouro, criptomoedas e o livro de crédito doméstico, permanecem na carteira. Também seguem ativas as posições em euro, renminbi chinês e real.
Leia Também
Em setembro, o fundo Verde rendeu 1,99%, contra 1,22% do CDI. No ano, acumula uma performance de 12,00%. O CDI dá 10,35%.
Fora do Brasil
No cenário internacional, a gestora chamou atenção para o quadro contraditório da economia norte-americana, com inflação em alta pressionada pelas tarifas, crescimento ainda forte sustentado pelo ciclo de investimentos em inteligência artificial e sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho.
Para a Verde, em um contexto como esse, o “livro-texto” da economia não justificaria cortes agressivos de juros.
“O livro texto não recomendaria uma postura agressiva do banco central em cortar juros, mas a pressão política – acompanhada de mudanças na composição do board do Fed – sinaliza que esse ciclo de cortes vai se estender”.
Cabe lembrar que, desde o início do mandato, o presidente americano Donald Trump vem pressionando Jerome Powell a reduzir os juros.
No entendimento da casa, isso favorece a diversificação para além do dólar. O que beneficia o Brasil, apesar das variáveis domésticas.
*Com informações do Money Times
Veja também - ONDE INVESTIR EM OUTUBRO: Melhores ações brasileiras e internacionais, FIIs e dividendos
TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS