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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

MUDANÇAS IMPORTANTES

Telefônica Brasil, dona da Vivo, anuncia mais JCP e aprova grupamento seguido de desdobramento das ações; VIVT3 sobe 1% na bolsa 

Mudança na estrutura acionária estava em discussão desde o começo do ano; veja o que muda agora

Loja da Vivo, da Telefônica Brasil
Loja da Vivo - Imagem: Divulgação

A semana termina movimentada para os acionistas da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. A companhia anunciou ao mercado que não só vai pagar proventos na forma de juros sobre capital próprio (JCP) como também aprovou um grupamento seguido de desdobramento de ações. 

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Este já é o segundo anúncio de JCP da dona da Vivo em 2025. Em fevereiro, a empresa de telecomunicações havia anunciado a distribuição de R$ 180 milhões aos acionistas, resultando em um valor líquido de R$ 0,09429252266 por ação.

Agora, a Telefônica anunciou mais R$ 200 milhões. Após a cobrança de imposto de renda, que incide sobre esse tipo de provento, cada papel vai render um pagamento de R$ 0,10487087562 aos acionistas.

Terá direito à remuneração quem estiver na base acionária da empresa até o dia 24 de março de 2025. Ou seja, é preciso ter VIVT3 na carteira até o fim do pregão para receber os proventos. Após esta data, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e passarão por ajustes na cotação.

  • LEIA TAMBÉM: A ação de um banco resiliente é a aposta deste analista para quem quer receber dividendos e investir ‘sem sustos’; conheça o papel.

Então o investidor pode optar por adquirir ações da dona da Vivo antes da data de corte e ter direito ao dinheiro, ou esperar e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

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O pagamento será realizado até o dia 30 de abril de 2026, assim como o depósito dos proventos anunciado no mês passado.

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Em discussão desde o começo do ano, a mudança da estrutura acionária da Telefônica Brasil também foi aprovada, conforme a empresa comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O que muda para os acionistas da Telefônica

A companhia fará um grupamento na proporção de 40 ações para 1, seguido de um desdobramento, onde 1 ação grupada passará a corresponder a 80 ações.

Não haverá alteração do valor do capital social da empresa, somente do número de ações, portanto as cotações de VIVT3 devem passar por mudança depois da operação, que será finalizada até o dia 14 de abril de 2025. 

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Até esse prazo, os atuais acionistas poderão se organizar para ajustar suas posições para múltiplos de 40 ações, caso desejem. 

  • Após esse período, as frações de ações que não forem ajustadas serão grupadas e vendidas em leilão na B3, com os valores líquidos sendo rateados entre os acionistas detentores dessas frações.

A partir de 15 de abril de 2025, as ações serão negociadas já com os novos números, ou seja, "ex-grupamento" e "ex-desdobramento".

A operação não mudará os direitos conferidos pelas ações, nem a quantidade de ADRs (American Depositary Receipts) negociados no mercado americano. No entanto, cada ADR vai passar a representar duas ações ordinárias. 

O que está por trás do grupamento e desdobramento da Telefônica?

Segundo o comunicado feito pela empresa, o objetivo do grupamento-desdobramento é “conferir maior liquidez às ações e, consequentemente, melhorar o processo de formação do seu preço, por meio do aumento da quantidade de ações em circulação efetivamente negociadas e ajuste na sua cotação”.

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Além disso, a Telefônica quer reduzir os custos operacionais e administrativos decorrentes da atual configuração da base acionária; ter mais eficiência na gestão e na distribuição de proventos; e melhorar o atendimento aos acionistas.

Por volta das 10h30, VIVT3 sobe 1,1% na bolsa. No acumulado do ano, o papel tem valorização de quase 7%.

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