Petrobras (PETR4) perde o trono de empresa mais valiosa da B3. Quem é o banco que ‘roubou’ a liderança?
Pela primeira vez desde 2020, essa companhia listada na B3 assumiu a liderança do ranking de empresas com maior valor de mercado da bolsa brasileira; veja qual é

A cor dominante no topo da B3 mudou — e não é mais o verde da Petrobras (PETR4). Pela primeira vez em quase cinco anos, o trono da bolsa brasileira está tingido de laranja e pertence a um banco: o Itaú Unibanco (ITUB4).
Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o Itaú encerrou o pregão da última sexta-feira (31) com um valor de mercado de R$ 401,9 bilhões, superando a Petrobras, que fechou o mês avaliada em R$ 396,5 bilhões.
Com isso, o Itaú passou a liderar em valor de mercado entre as empresas listadas na B3.
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Esse é um marco que o mercado não via desde 2020 — e que reflete, ao mesmo tempo, a força do setor financeiro e a recente perda de fôlego da petroleira estatal.
Mas, quando o recorte é global, o líder ainda é outro — e é roxo.
Se consideradas também as empresas brasileiras listadas no exterior, o Nubank, que tem ações negociadas em Nova York, mantém o posto de empresa brasileira mais valiosa, com valor de mercado superior ao de Itaú e Petrobras.
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Desde o fim do ano passado, o Itaú veio subindo degrau a degrau até chegar ao topo da B3. Em dezembro de 2024, o banco valia R$ 281,9 bilhões; dez meses depois, acumula alta superior a 40% em valor de mercado.
De acordo com a Elos Ayta, essa é a primeira vez desde 2020 que o banco figura de forma consistente como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira.

O movimento acompanhou o otimismo com o setor financeiro, impulsionado pela retomada gradual das carteiras de crédito e a expectativa positiva com os balanços dos bancos.
Para o terceiro trimestre de 2025 (3T25), o mercado espera que o Itaú entregue, mais uma vez, um lucro bilionário em expansão e rentabilidade acima de 20%.
Mas, enquanto o Itaú avançava, a Petrobras recuava na bolsa brasileira. Depois de atingir as máximas de R$ 526 bilhões em fevereiro, a estatal perdeu mais de R$ 120 bilhões em valor de mercado em apenas oito meses.
A queda veio na esteira da volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e da incerteza em torno da política de dividendos da petroleira.
As empresas mais valiosas da B3
A ascensão do Itaú não foi um caso isolado. O ranking das empresas mais valiosas da B3 em outubro mostra uma reorganização do pódio.
Confira:
- Itaú (ITUB4): R$ 401,9 bilhões;
- Petrobras (PETR4): R$ 396,5 bilhões;
- Vale (VALE3): R$ 278,6 bilhões;
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 248,9 bilhões; e
- Ambev (ABEV3): R$ 198,2 bilhões.
O avanço do Itaú e do BTG reforça a tese de que os bancos retomaram o protagonismo na bolsa brasileira, que até então pertencia às empresas de commodities.
“O movimento mostra a força dos bancos no mercado acionário brasileiro e uma recomposição natural após anos de domínio da Petrobras e da Vale no topo da B3”, disse a Elos Ayta, em nota à imprensa.
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