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O banco elevou o preço-alvo das ações de R$ 47 para R$ 53 para o fim de 2025. O que está por trás da tese otimista?
Depois de um balanço forte no primeiro trimestre de 2025, a Azzas 2154 (AZZA3) ganhou um novo voto de confiança nesta semana — desta vez, do Itaú BBA.
Com recomendação “outperform”, equivalente à compra, o banco elevou o preço-alvo das ações de R$ 47 para R$ 53 para o fim de 2025.
A nova cifra representa um potencial de valorização de 20% em relação ao último fechamento, ampliando os ganhos de quase 50% acumulados desde o começo do ano.
Na avaliação do Itaú BBA, a reestruturação já ficou para trás — e agora a Azzas 2154 caminha para uma fase de consolidação com margens mais saudáveis e lucros mais previsíveis.
Segundo os analistas, os resultados do primeiro trimestre de 2025 ajudaram os investidores a gradualmente reconstruir a confiança em um caminho para a lucratividade normalizada.
E, ainda que o próximo balanço enfrente comparações mais difíceis em termos de lucros, o banco prevê uma expansão contínua da margem — que deve acelerar ainda mais durante o segundo semestre de 2025.
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“Se a empresa mantiver o ritmo após o segundo trimestre, acreditamos que as ações deverão ter um bom desempenho durante o segundo semestre do ano”, escreveram os analistas.
Segundo os analistas, a expansão das margens deve vir da combinação entre corte de despesas (G&A), normalização de custos com comissões trabalhistas, recuperação da margem bruta e maior eficiência operacional — inclusive com sinergias entre marcas como Schutz, Hering e Farm.
Falando nela, a Farm Global segue como aposta estratégica. Apesar de ainda modesta em receita, a marca tem alto potencial de crescimento internacional — e o banco não descarta a entrada de investidores estratégicos para acelerar essa frente.
“Embora não seja um catalisador imediato, essa opcionalidade fortalece o caso de capital de longo prazo e reforça o apelo da Azzas 2154 para além da execução no varejo doméstico.”
Nas contas do Itaú BBA, a Azzas 2154 (AZZA3) atualmente é negociada a um múltiplo de 9 vezes o preço/lucro estimado para 2026.
Isso significa que, apesar da valorização em 2025 e da melhora de execução, a Azzas segue descontada em relação a pares como Lojas Renner (12 vezes), C&A Brasil (11 vezes), Natura &Co (9 vezes na América Latina) e Assaí (11 vezes).
“Com a reestruturação praticamente concluída e a confiança se recuperando após o primeiro trimestre, acreditamos que a ação poderá passar por novas revisões à medida que a entrega continua”, projetou o banco.
Para o banco, os fundamentos estão de volta ao radar — e a Azzas, de volta ao jogo.
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