O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Imposto de diversas operações foi elevado; investidores temem o encarecimento das operações de câmbio, investimentos no exterior e custo do financiamento das empresas
No fim do pregão desta quinta-feira (22), repercutia no mercado o anúncio de mudanças no Imposto sobre Transações Financeiras (IOF) feito pelo governo federal, que deve elevar os custos dos investimentos no exterior e do financiamento das empresas brasileiras.
Com isso, o Ibovespa caiu 0,44%, mas ainda conseguiu se segurar nos 137 mil pontos, e o dólar à vista subiu apenas 0,33%, fechando a R$ 5,6610. Os juros futuros também fecharam em alta, num tom negativo.
No entanto, os sinais do after market e das taxas futuras de câmbio indicam que os mercados ainda não terminaram de reagir (mal) às medidas do governo.
O after hours de Nova York aponta para um dia difícil para a bolsa brasileira amanhã. O EWZ, ETF que replica o desempenho do índice MSCI Brazil, de ações tupiniquins, recuava mais de 4%.
Por aqui, os contratos de dólar futuro para junho subiram à máxima de R$ 5,78 e encerraram as negociações, já depois do fechamento do pregão regular, a R$ 5,76, em avanço de 1,87%.
"A elevação do IOF deve gerar ruídos em vários mercados, inclusive de crédito, num momento em que este já está sofrendo por conta da política monetária. No caso do IOF câmbio, a sua redução paulatina era uma medida para acabar com as fricções sobre os movimentos de capitais, que fazia parte do processo de adequação do sistema tributário brasileiro para a entrada na OCDE. Seria importante saber se, ao reavivar o IOF, o Brasil está desistindo de entrar na OCDE", disse, em nota, Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA.
Leia Também
As mudanças no IOF vieram com o objetivo expresso de aumentar a arrecadação e fazer as contas do governo fecharem. A expectativa é de que as medidas gerem uma arrecadação extra de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.
O anúncio se deu no mesmo dia em que o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas surpreendeu ao trazer um total de R$ 31,3 bilhões de contenção fiscal, muito acima da esperada.
Para o mercado, ficou a mesma sensação ruim de quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, combinou o anúncio de medidas de ajuste fiscal com o do aumento da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, em novembro do ano passado: que o governo dá com uma mão e tira com a outra, priorizando a arrecadação à contenção de gastos, o que é percebido como falta de compromisso real com a saúde das contas públicas.
"Em suma, a impressão que fica é que, para se ter informações mais transparentes sobre uma perspectiva de resultados fiscais piores do que o governo vinha prevendo, foi necessário pagar o preço de uma carga tributária mais alta e de um aumento do controle sobre os fluxos de capital", diz Bittencourt.
Dentre as medidas anunciadas, as que caíram pior para os investidores foram a unificação e elevação do IOF sobre uma série de operações de câmbio para 3,50% e o aumento das alíquotas do imposto sobre o crédito das empresas.
No primeiro caso, não só foram elevadas as alíquotas das remessas, compra de moeda estrangeira e pagamentos no exterior como também passaram a ser tributados os investimentos em fundos no exterior, antes isentos.
Já no caso do crédito às pessoas jurídicas, o IOF foi elevado de 0,38% fixo + 0,0041% ao dia (com teto global de 1,88% ao ano) para 0,95% fixo + 0,0082% ao dia (com teto global de 3,95% ao ano).
Mesmo as empresas do Simples e Microempreendedores Individuais (MEI) tiveram as alíquotas dos seus empréstimos elevadas, de 0,38% fixo + 0,00137% ao dia (com teto global de 0,88% ao ano) para 0,95% fixo + 0,00274% ao dia (com teto global de 1,95% ao ano), no caso das operações de valores até R$ 30 mil.
Para o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, o custo do crédito e a atividade econômica serão impactados negativamente pelas medidas.
"Reconhecemos a importância do cumprimento da meta fiscal, que é essencial para a estabilidade econômica do país. No entanto, buscar esta meta com aumento da carga tributária causará aumento do custo do crédito e impactará negativamente a atividade econômica, penalizando o consumidor final", afirma Vilain em nota.
Segundo a entidade, com a prevista elevação no custo do crédito para pessoas jurídicas, o impacto se estende para os preços de produtos e serviços ao consumidor final.
Essa medida, acrescenta a nota encaminhada pela ABBC, representa mais um fator de pressão sobre a renda, contribui para o aumento da inadimplência e afeta diretamente os setores produtivos, refletindo no preço final pago pela população.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real