Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
Com fluxo financeiro baixo devido a um feriado e temores em relação aos cortes de juros nos Estados Unidos, o Ibovespa fechou a última semana em baixa de 1,88%, aos 154.770 pontos, após três semanas consecutivas de fortes ganhos e sucessão de recordes.
Já o dólar à vista terminou a semana a R$ 5,4015, com valorização de 1,97% ante o real no período.
No acumulado de novembro, no entanto, o Ibovespa ainda sobe 3,50%, com alta de 28,67% em 2025. Já o dólar à vista sobe 0,39% em novembro, mas recua 12,60% no ano.
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Payroll pressiona o Fed a manter os juros
O grande evento da semana a impactar negativamente os mercados veio do exterior, com a divulgação de um payroll com geração de vagas acima das expectativas nos Estados Unidos.
O principal relatório de empregos norte-americano mostrou a criação de 119 mil novas vagas em setembro, bem acima da estimativa de 50 mil.
O dado mostra uma economia ainda aquecida, o que pode atrasar a convergência da inflação norte-americana para a meta e acabar segurando o afrouxamento monetário.
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O Federal Reserve, banco central norte-americano, já havia evidenciado, na ata da sua última reunião, o racha entre seus diretores, uma vez que muitos deles defenderam manter os juros inalterados até o fim do ano.
Após o payroll, o mercado passou a temer que afinal não haja um corte na reunião de dezembro, e novas declarações de dirigentes do Fed no final da semana apontaram para este caminho.
Fim das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
No front das boas notícias, os Estados Unidos retiraram, na noite de quinta-feira (20), a sobretaxa de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros exportados para o país norte-americano, entre eles café, carne bovina e frutas.
A medida é retroativa e vale para mercadorias que chegaram aos EUA a partir de 13 novembro — data em que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário do Estado norte-americano, Marco Rubio, se reuniram em Washington.
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Liquidação extrajudicial do Banco Master
No cenário local, os investidores também ficaram de olho na liquidação extrajudicial do Banco Master e na prisão do seu presidente, Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A PF investiga uma fraude em torno de R$ 12 bilhões envolvendo também o Banco de Brasília (BRB), que teve sua tentativa de compra do banco de Vorcaro barrada pelo Banco Central.
Com a liquidação extrajudicial do Master pelo BC, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá que desembolsar R$ 41 bilhões para pagar as garantias aos credores do Master, incluindo os investidores pessoas físicas que compraram CDBs da instituição.
O montante corresponde a um terço do caixa do FGC. Dados de setembro mostram que o fundo tinha patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões estavam disponíveis em recursos líquidos para cumprir sua função de proteção ao sistema.
As maiores altas e maiores quedas do Ibovespa
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Cogna (COGN3), com alta de quase 10%, em semana de reprecificação de ativos após a temporada de balanços do terceiro trimestre.
Com o avanço semanal, as ações da empresa educacional já acumulam valorização de quase 257% desde janeiro — sendo o papel com melhor desempenho entre as negociadas no Ibovespa.
Já a ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por MBRF (MBRF3), em movimento de realização dos ganhos recentes, mesmo após a notícia da retirada das tarifas norte-americanas sobre a carne bovina brasileira. As ações da companhia caíram mais de 15% na semana.
Na semana anterior, os papéis do frigoríficos haviam saltado mais de 33% com a reabertura do mercado de frango para a China e a reação aos resultados do terceiro trimestre (3T25).
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CVC caiu forte no fim da semana, mas ainda teve uma das maiores altas
Um destaque curioso foi o desempenho das ações da CVC (CVCB3) na última semana. Mesmo com uma queda superior a 7% na última sexta-feira (21), em razão da alta do dólar e da abertura dos juros futuros devido ao payroll forte nos EUA, a rede de agências de viagem ainda se manteve entre as dez maiores altas do Ibovespa na semana.
No ano, os papéis da companhia sobem mais de 32%, beneficiados pela expectativa de cortes na Selic e ela desvalorização da moeda norte-americana, no geral.
Veja a seguir as maiores altas e maiores baixas do Ibovespa na última semana:
Maiores altas do Ibovespa na semana
| Empresa | Código | Desempenho semanal |
|---|---|---|
| Cogna | COGN3 | 9,25% |
| Auren | AURE3 | 5,64% |
| CPFL | CPFE3 | 3,45% |
| Marcopolo | POMO4 | 3,23% |
| Azzas 2154 | AZZA3 | 2,22% |
| Suzano | SUZB3 | 2,01% |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | 1,58% |
| Caixa Seguridade | CXSE3 | 1,55% |
| CVC | CVCB3 | 1,10% |
Maiores quedas do Ibovespa na semana
| Empresa | Código | Desempenho semanal |
|---|---|---|
| MBRF | MBRF3 | -15,16% |
| Totvs | TOTS3 | -10,10% |
| Vamos | VAMO3 | -9,60% |
| Rumo | RAIL3 | -7,20% |
| CSN | CSNA3 | -6,36% |
| Cosan | CSAN3 | -5,49% |
| Allos | ALOS3 | -5,44% |
| Assaí | ASAI3 | -5,06% |
| Raízen | RAIZ4 | -4,60% |
| Localiza | RENT3 | -4,56% |
*Com informações do Money Times.
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