Ibovespa pega carona nos fortes ganhos da bolsa de Nova York e sobe 0,63%; dólar cai a R$ 5,7284
Sinalização do governo Trump de que a guerra tarifária entre EUA e China pode estar perto de uma trégua ajudou na retomada do apetite por ativos mais arriscados
Dizem que uma boa conversa é capaz de resolver problemas — e até uma guerra. A notícia de que a troca de tarifas entre China e EUA pode estar perto do fim deu um ânimo aos investidores nesta terça-feira (22), levando a bolsa de Nova York às alturas e o Ibovespa também.
O portador da boa notícia foi o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. O homem forte do governo Trump disse a um grupo de investidores mais cedo que "haverá uma redução" na guerra comercial com a China.
"Ninguém acha que o status quo atual seja sustentável", disse ele durante uma reunião com investidores promovida pelo JPMorgan Chase, segundo uma pessoa presente.
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A notícia foi o suficiente para fazer a bolsa de Nova York disparar e ser acompanhada de perto pelo Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira voltou só hoje do feriado prolongado e já garantiu ganhos nesse retorno.
No pico do pregão, o Dow Jones subiu mais de 1.000 pontos, pagando uma parte das fortes perdas da sessão anterior, dominada pela tensão entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
Ao final do dia, o Dow terminou com alta de 2,66%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 2,51% e 2,71%, respectivamente.
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Por aqui, o Ibovespa renovou máxima intradia para fechar com ganhos de 0,63%, aos 130.464,38 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista seguiu na contramão, com queda de 1,31%, a R$ 5,7284, depois de tocar o piso da sessão (R$ 5,7184).
A bolsa sente o peso de Trump
A escalada da guerra comercial liderada pelos EUA derrubou a bolsa não só em Nova York mais ao redor do mundo nas últimas semanas.
O ápice das perdas veio na esteira do dia 2 de abril, quando Trump apresentou uma série de tarifas sobre produtos importados de diversos países — o S&P 500 caiu mais de 10%.
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A cereja do bolo veio no final da semana passada, quando investidores ficaram ainda mais inseguros depois que Trump publicou no Truth Social que a economia desaceleraria se o Fed não cortasse os juros.
Na última de várias postagens recentes, o republicano chamou Powell de "Sr. Atrasado" e de "grande perdedor".
Trump também chegou a insinuar que poderia demitir Powell, uma medida sem precedentes que o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que a equipe do presidente estava estudando.
Powell afirmou que não pode ser demitido por lei e pretende permanecer no cargo até o final do mandato, em maio de 2026.
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