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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

MERCADOS

Ibovespa pega carona nos fortes ganhos da bolsa de Nova York e sobe 0,63%; dólar cai a R$ 5,7284

Sinalização do governo Trump de que a guerra tarifária entre EUA e China pode estar perto de uma trégua ajudou na retomada do apetite por ativos mais arriscados

Carolina Gama
22 de abril de 2025
17:20 - atualizado às 13:57
Placa indica alta no Ibovespa
Placa indica alta no Ibovespa - Imagem: Shutterstock

Dizem que uma boa conversa é capaz de resolver problemas — e até uma guerra. A notícia de que a troca de tarifas entre China e EUA pode estar perto do fim deu um ânimo aos investidores nesta terça-feira (22), levando a bolsa de Nova York às alturas e o Ibovespa também. 

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O portador da boa notícia foi o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. O homem forte do governo Trump disse a um grupo de investidores mais cedo que "haverá uma redução" na guerra comercial com a China.

"Ninguém acha que o status quo atual seja sustentável", disse ele durante uma reunião com investidores promovida pelo JPMorgan Chase, segundo uma pessoa presente. 

A notícia foi o suficiente para fazer a bolsa de Nova York disparar e ser acompanhada de perto pelo Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira voltou só hoje do feriado prolongado e já garantiu ganhos nesse retorno. 

No pico do pregão, o Dow Jones subiu mais de 1.000 pontos, pagando uma parte das fortes perdas da sessão anterior, dominada pela tensão entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell

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Ao final do dia, o Dow terminou com alta de 2,66%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 2,51% e 2,71%, respectivamente.

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Por aqui, o Ibovespa renovou máxima intradia para fechar com ganhos de 0,63%, aos 130.464,38 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista seguiu na contramão, com queda de 1,31%, a R$ 5,7284, depois de tocar o piso da sessão (R$ 5,7184). 

A bolsa sente o peso de Trump

A escalada da guerra comercial liderada pelos EUA derrubou a bolsa não só em Nova York mais ao redor do mundo nas últimas semanas. 

O ápice das perdas veio na esteira do dia 2 de abril, quando Trump apresentou uma série de tarifas sobre produtos importados de diversos países — o S&P 500 caiu mais de 10%.

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IMPACTO das tarifas de TRUMP, SELIC a 14,75 e DÓLAR mais baixo: onde investir neste cenário?

A cereja do bolo veio no final da semana passada, quando investidores ficaram ainda mais inseguros depois que Trump publicou no Truth Social que a economia desaceleraria se o Fed não cortasse os juros.

 Na última de várias postagens recentes, o republicano chamou Powell de "Sr. Atrasado" e de "grande perdedor".

Trump também chegou a insinuar que poderia demitir Powell, uma medida sem precedentes que o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que a equipe do presidente estava estudando.

Powell afirmou que não pode ser demitido por lei e pretende permanecer no cargo até o final do mandato, em maio de 2026.

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