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Parceria faz parte do programa ETF Connect, que prevê cooperação entre a B3 e as bolsas chinesas, com apoio do Ministério da Fazenda e da CVM
Se o estrangeiro não vem até o Ibovespa, o Ibovespa vai até o estrangeiro. Particularmente os chineses. É isso mesmo. Por meio do fundo de índice (ETF) BOVV11, as ações brasileiras serão listadas na Shanghai Stock Exchange (SSE).
A Itaú Asset e a E-Fund, gestora da China, anunciaram nesta sexta-feira (24) que conseguiram a aprovação pela China Securities Regulatory Commission (CSRC) para fazer a listagem do BOVV11 na bolsa de Xangai.
Com isso, investidores chineses poderão alocar recursos direto na Bolsa brasileira — e o inverso também é verdade.
A parceria do Itaú com o E-Fund faz parte do ETF Connect. Este programa une o Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para promover a integração dos mercados de capitais da China e do Brasil.
O programa estabelece uma ponte para a listagem recíproca de ETFs entre a B3 e as bolsas chinesas.
O ETF Connect foi lançado oficialmente em 26 de maio de 2025, com dois primeiros fundos da Bradesco Asset listando ações chinesas na B3. Posteriormente, a Itaú Asset também listou seus fundos.
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Esses ETFs têm por base os índices chineses CSI 300 e ChiNext.
Agora, o acordo faz o caminho de volta. As gestoras chinesas E-Fund, China Universal e China Asset Management vão listar os ETFs referenciados no Ibovespa nas bolsas de lá.
Neste ano, o mercado acionário da China ultrapassou a marca de 100 trilhões de yuans, equivalente a R$ 73 trilhões — mais de seis vezes o PIB brasileiro.
A negociação do BOVV11 na SSE deve ter início nas próximas semanas, diz o Itaú.
Segundo dados da Bloomberg, nos últimos cinco anos o BOVV11 teve rentabilidade média de 11,90% ao ano em CNY (moeda chinesa). Somente em 2025, o retorno acumulado em CNY é de 35,19%, enquanto o S&P 500 teve retorno de 11,85%, indicando o quanto a Bolsa brasileira pode ser atrativa para os chineses.
“Estamos honrados por obter essa aprovação. Com isso, temos a oportunidade de abrir as portas aos investidores chineses em um momento com boas perspectivas para os ativos brasileiros”, destaca Carlos Augusto Salamonde, líder da diretoria de gestão de investimentos globais do Itaú Unibanco, em nota.
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