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Mesmo com alertas de bancos regionais dos EUA sobre o aumento do risco de inadimplência de suas carteiras de crédito, o risco não parece ser sistêmico, apontam especialistas
Depois da tempestade, a calmaria. Diante do aumento de risco de dois bancos regionais dos Estados Unidos, um dos maiores banqueiros norte-americanos, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, disse que há baratas na economia americana. "Quando você vê uma barata por aí, provavelmente há mais", afirmou.
Essa afirmação, juntamente com o receio de que crises anteriores pudessem se repetir na economia norte-americana, fez com que investidores em todo o mundo corressem para ativos mais seguros.
Já hoje, os ânimos se acalmaram e especialistas acreditam que os casos foram pontuais. Se ontem o VIX (sigla para Volatility Index e também conhecido como Índice do Medo) subiu 22,63% e atingiu o maior patamar em meses, hoje está em queda de cerca de 11%.
Dois bancos regionais americanos, o Zions Bancorporation e a Western Alliance, reportaram calotes milionários e possíveis fraudes. As ações despencaram, e os temores fizeram com que bolsas de valores americanas, europeias e asiáticas fechassem no vermelho.
A última vez que um banco regional afetou a economia norte-americana foi em 2023, quando o Silicon Valley Bank (SVB) — com US$ 212 bilhões em ativos — entrou em colapso após uma corrida de saques. A qualidade e o risco do crédito também foram os fatores que levaram à crise de 2008, uma das maiores desde a Grande Depressão.
Então, não é para menos que os investidores tenham se assustado ontem.
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Os problemas desses bancos norte-americanos também não são o único fator de incerteza nas bolsas globais. Há incertezas envolvendo o impasse tarifário entre China e EUA, rumores de uma bolha no setor de IA e o shutdown do governo americano.
E todas essas questões acabam respingando na bolsa brasileira. "Não há como o ambiente externo não afetar o humor dos investimentos domésticos", diz José Áureo Viana, economista e sócio da Blue3 Investimentos. Para o Brasil, isso costuma significar pressão no câmbio, alta nos juros futuros e volatilidade na bolsa.
No entanto, segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, ainda não há motivo para temer uma revoada de baratas — ou novos problemas de crédito. "Claro, todos se lembram da crise de crédito de 2008, o que aumenta o medo. Com isso as pressões sobre o câmbio também aumentam", afirma Valter Police, planejador financeiro da Droom Investimentos.
Com juros historicamente baixos, os EUA vivem um período longo de juros altos, que só começou a mudar na última reunião do Fomc, comitê do banco central americano que decide as taxas de juros, com o início do ciclo de cortes. Com isso, carteiras de empréstimos que foram construídas em tempos de juros mais baixos estão sendo testadas, afirma Ricardo Trevisan Gallo, CEO da Gravus Capital.
E agora esses comunicados apontam para uma deterioração da qualidade do crédito ou uma fragilidade na gestão de empréstimos. Essas situações podem gerar estresse bancário se se repetirem em outras instituições, avalia ele.
A diferença é que, por enquanto, os casos parecem mais pontuais do que sistêmicos. "Ainda não há sinais claros de que o problema se espalhe para todo o sistema financeiro, mas o alerta serve para mostrar que a confiança no crédito americano segue frágil", diz Viana.
Nos últimos trimestres, as provisões para devedores até caíram entre os grandes bancos norte-americanos, diz Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue.
"O que isso significa? Significa que os grandes bancos estão vendo um risco menor de inadimplência daqui para frente da base de crédito deles", afirma.
Segundo os especialistas, por ora o melhor é não fazer nada. Manter a cabeça firme e ter uma carteira racional e bem adequada ao perfil são características de bons investidores, dizem.
"Nos momentos de maior instabilidade e volatilidade, o bom investidor respira fundo e, na maior parte das vezes, a melhor indicação é simplesmente não fazer nada. Não é intuitivo, muita gente fica aflita, mas costuma funcionar melhor do que quase todas as outras ações", afirma Valter Police, planejador financeiro.
"A disciplina também importa: evitar zeragem de posições repentinas, mas sim ajustar gradualmente. E ter caixa disponível é fundamental — tanto para proteção quanto para capturar barganhas quando o mercado exagera na reação", diz Viana.
Mesmo que o ambiente externo esteja instável, o investidor não pode se esquecer de alocar parte do seu dinheiro no mercado global ao diversificar sua carteira. "Manter a calma e ter um portfólio diversificado de acordo com o seu perfil de risco são as melhores formas de se proteger desses riscos. E mesmo agora o mercado norte-americano e o mercado global estão bastante atrativos", diz Yamashita.
O caminho pode ser via ETFs globais, BDRs no Brasil ou fundos internacionais, com foco em empresas sólidas e setores defensivos e até em Treasuries, que ganham relevância em momentos de incerteza.
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