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Desde a primeira distribuição, em abril de 2021, os dividendos anunciados neste mês estão entre os menores já pagos pelo FII
Os investidores do fundo imobiliário Valora Hedge Fund (VGHF11) já receberam um valor menor em dividendos em setembro, quando o FII reduziu o pagamento de R$ 0,09 para R$ 0,08 por cota. Porém, agora, os cotistas vão ver os dividendos minguarem ainda mais e atingirem o menor patamar em cinco anos, segundo dados da plataforma Status Invest.
Isso porque o VGHF11 anunciou que pagará, na próxima sexta-feira (7), R$ 0,07 por cota, valor que não era distribuído desde março de 2021.
A cifra também representa uma queda de 12,5% em relação ao pagamento anterior, de R$ 0,08, que representa o segundo menor valor já pago pelo FII. Em junho, o VGHF11 chegou a retornar ao patamar de R$ 0,10 por cota, mas reduziu os valores desde então.
Essa não é a primeira vez que o fundo balança o mercado com a redução de dividendos. Em março do ano passado, o VGHF11 anunciou a redução dos proventos para R$ 0,08, que era, até então, o menor patamar em anos.
Considerando todo o histórico do VGHF11 desde a sua primeira distribuição, em abril de 2021, os dividendos anunciados estão entre os menores já pagos pelo FII. Confira abaixo:
A data-base, ou seja, o último dia de negociação com direito ao provento, foi em 31 de outubro, e o rendimento tem como referência os resultados do mês passado, ainda não divulgados.
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No acumulado dos últimos 12 meses, o fundo distribuiu cerca de R$ 1,08 por cota em proventos, conforme informações da gestão, equivalente a uma rentabilidade líquida de 13,4% ao ano.
A notícia da redução nos rendimentos pressionou os papéis do VGHF11, que encerraram a sessão de segunda-feira (3) em queda de 3,32%, a maior desvalorização do dia entre os FIIs listados na B3.
Já nesta terça-feira (4), o fundo reduz as perdas, mas ainda opera no vermelho, com uma queda de 1,51%, a R$ 7,17, por volta das 14h20.
Em seu último relatório gerencial, referente a setembro, a gestora do VGHF11 informou que os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) Selina — ligados a uma startup de hospitalidade — estão inadimplentes.
De acordo com o documento, desde fevereiro, as posições foram marcadas a zero na carteira do fundo, e as negociações para a solução do caso continuam sem prazo definido.
*Com informações do Money Times.
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