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Analistas veem oportunidade nos segmentos de recebíveis imobiliários, híbridos e hedge funds

O Santander ampliou o leque de cobertura de fundos imobiliários (FIIs). O banco selecionou três ativos com potencial de crescimento para os próximos cinco anos nos segmentos de recebíveis imobiliários, híbridos e hedge funds.
De acordo com os analistas, os FIIs que entraram na cobertura têm perspectivas positivas de carrego e pagamento de dividendos, além de uma potencial valorização das cotas — principalmente o híbrido e o hedge fund. Os três fundos são:
Os três ativos investem majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estruturados pelas próprias gestoras. O Santander avalia esse fator como um diferencial positivo, já que o processo se torna mais rápido e dentro de condições que se adequam melhor aos projetos.
“Os FIIs caminham para se tornarem os bancos do mercado imobiliário e uma alternativa de crédito dentro do mercado financeiro, ampliando o leque de empresas e projetos que acessam seus recursos”, afirma o relatório.
O KNUQ11, gerenciado pela Kinea, aparece como um ativo atrativo para curto e médio prazo, segundo o Santander. A tese se apoia na alocação total do fundo em CDI, indicador que acompanha os juros.
Com a Selic em patamar elevado, os analistas acreditam que o fundo seguirá beneficiado por essa alocação.
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Não por acaso, as cotas do KNUQ11 negociam na bolsa a um preço 4% acima do valor patrimonial — um ágio que indica a alta expectativa do mercado em relação ao desempenho futuro.
O Santander recomenda compra, com um dividend yield anualizado em relação ao valor patrimonial de 17,76%.
O ALZR11, da gestora Alianza, é a aposta do Santander para médio e longo prazo. O fundo é híbrido, investe em ativos reais e em dívidas do mercado imobiliário. Em relatório, os analistas destacam a flexibilidade do mandato, que permite aproveitar diferentes cenários e explorar mais teses.
O portfólio diversificado é a principal força do fundo, com contratos de longo prazo e bem locados em setores resilientes, como galpões, renda urbana e data centers. O relatório também destaca a experiência da gestão.
Diferentemente do KNUQ11, o ALZR11 negocia com deságio de -7,3%, o que representa uma oportunidade, segundo a recomendação de compra do Santander. O dividend yield anualizado em relação ao valor patrimonial é de 9,20%.
Por fim, o MCRE11 integra o segmento mais recente da indústria de FIIs: os hedge funds. O mandato desses fundos permite alocação em diferentes ativos do mercado imobiliário, como dívidas, fundos, imóveis e ações.
No caso do fundo da Mauá, o Santander destaca o portfólio diversificado em CRIs, FIIs, imóveis e crédito estruturado.
“Avaliamos como positivo que parte relevante das receitas (60%) venha do book de CRIs-crédito, com rendas recorrentes que sustentam a distribuição de rendimentos também recorrentes”, afirma o relatório.
Além disso, o fundo possui ativos que o banco enxerga como possíveis desinvestimentos, o que pode gerar ganhos nas vendas e ampliar a distribuição de rendimentos. A estimativa é de um dividend yield acima de 14% nos próximos 12 meses.
Atualmente, o rendimento anualizado está em 12,92%, em relação ao valor patrimonial do fundo. A cota apresenta um deságio expressivo de -16%.
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