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As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
O investidor que estava mal-acostumado aos sucessivos recordes do Ibovespa, viu nesta quarta-feira (26) o principal índice da bolsa brasileira alcançar uma nova marca: terminar a sessão acima dos 158 mil pontos.
O apetite pelo risco deu o tom de toda a sessão, desde a abertura dos negócios, e se apoiou na expectativa de corte de juros e no desempenho positivo das bolsas norte-americanas.
Os protagonistas dos ganhos de hoje foram as ações do setor financeiro, com Santander (SANB11) avançando 2,05% e Bradesco (BBDC4), 3,27%. Quem liderou a ponta positiva do Ibovespa foi a Rumo (RAIL3), com avanço de 9,14%, seguida por Vamos (VAMOE3), que subiu 6,63%, e Assai (ASAI3), com alta de 6,38%.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,70%, aos 158.554,94 pontos, superando a máxima anterior, alcançada em 11 de novembro (157.748,60 pontos). O dólar à vista, por sua vez, teve leve queda de 0,04%, encerrando o dia a R$ 5,3346.
Se o corte de juros e o desempenho das bolsas norte-americanas foram os protagonistas do dia, entre os coadjuvantes estiveram as contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), o fluxo cambial e a pauta-bomba no Congresso.
As contas do governo central tiveram superávit primário de R$ 35,527 bilhões em outubro, segundo o Tesouro Nacional. Em setembro, houve déficit primário de R$ 14,497 bilhões.
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Já o fluxo cambial do Brasil ficou negativo em US$ 2,984 bilhões até o dia 21 de novembro, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central. Em outubro, houve entrada líquida de US$ 4,659 bilhões.
Do lado do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou, em entrevista à Globonews, que há no governo, pelo menos por enquanto, a intenção de levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do Senado de terça-feira (25), que aprovou a regulamentação das aposentadorias especiais de agentes de saúde (Projeto de Lei 185). Segundo ele, a decisão está firmada em caráter liminar.
Nos mercados internacionais persistiu o ambiente de maior apetite ao risco, em meio ao otimismo dos investidores com um possível novo corte dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em dezembro.
Apesar de alguns indicadores ainda sólidos, incluindo a redução dos pedidos semanais de auxílio desemprego, o Livro Bege (documento do Fed sobre a situação econômica das 12 principais regiões dos EUA) ajudou a manter as apostas majoritárias nessa direção.
Destaque para a avaliação do mercado de trabalho, que contemplou um pequeno declínio no emprego e a informação de que metade dos distritos notaram um enfraquecimento da demanda por mão de obra.
Com isso, os índices em Wall Street renovaram os ganhos, mantendo a dinâmica positiva iniciada na última sexta. O Dow Jones subiu 0,67%, aos 47.427,12 pontos; o S&P 500 avançou 0,69%, aos 6.812,61 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,82%, aos 23.214,69 pontos.
O dólar também teve mais um dia de queda no exterior e, entre as commodities, o petróleo teve uma sessão de recuperação, com avanço superior a 1%, diante de declarações do porta-voz do Kremlin considerando "prematuro" falar em acordo de paz com a Ucrânia.
As principais bolsas na Europa e na Ásia também fecharam o dia em alta.
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