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Não houve avanços ou recuos na bolsa brasileira puxados por setores específicos, em um mês em que os olhos do mercado estavam sobre os resultados das empresas

Agosto parece ter passado voando neste ano e ainda falta só mais um fim de semana para se encerrar, mas, para o Ibovespa, o mês já acabou, com ganhadores e perdedores nas movimentações.
No mês, o principal índice da bolsa brasileira subiu 6%, aos 141.422 pontos.
A temporada de balanços do segundo trimestre deste ano (2T25) e o anúncio de uma nova fusão no setor de saúde puxaram as empresas que encabeçam a ponta positiva da lista do principal índice da B3.
Contudo, se a temporada de balanços ajudou alguns, também derrubou outros e, na ponta dos azarados de agosto, estão as companhias listadas que não entregaram o suficiente para atender às expectativas do mercado.
O momento de vitória à la Rocky Balboa chegou para todas as ganhadoras de agosto no Ibovespa. Neste mês, as disparadas beneficiaram mais o setor de saúde, com empresas de infraestrutura, frigoríficas e construtoras no top 5.
Em primeiro lugar ficou a RD Saúde (RADL3), com alta de 30,92%, após entregar um resultado que surpreendeu o mercado no 2T25.
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A rede de farmácias reportou um lucro líquido de R$ 400,9 milhões no segundo trimestre, um aumento de 15% na comparação anual,além de avanço em outros indicadores importantes que podem representar a virada para a empresa depois dos resultados fracos no primeiro trimestre de 2025.
Em segundo lugar ficou a MRV (MRVE3) que, embora tenha registrado prejuízo no 2T25, resolveu estancar uma sangria: vender uma série de ativos, mesmo reconhecendo uma perda de R$ 144 milhões — com uma margem bruta que continuou avançando no período.
Já a medalha de bronze ficou para a Hapvida (HAPV3), que entregou um segundo trimestre com resultados abaixo do esperado, mas com indicadores operacionais que sinalizam recuperação, com destaque positivo para as adições líquidas no período.
No quarto lugar, a Eletrobras (ELET3), que reverteu o lucro líquido de R$ 1,74 bilhão registrado no ano passado em um prejuízo líquido de R$ 1,32 bilhão no 2T25. Embora o prejuízo tenha vindo em linha com as projeções dos especialistas, a empresa apresentou surpresas positivas que superaram o consenso do mercado — entre elas, a distribuição de R$ 4 bilhões em dividendos aos acionistas.
Por fim, a Minerva (BEEF3) fechou o top 5, com um salto de 380,2% no lucro líquido no segundo trimestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024, que ficou na casa de R$ 458,3 milhões.
Na ponta oposta, a lista neste mês é encabeçada pela Raízen (RAIZ4), que teve um prejuízo líquido bilionário de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, ante um lucro de R$ 1,1 bilhão no mesmo período da safra anterior (2024/25), com impacto da deterioração no desempenho operacional.
Em segundo no top “maldito” está a Rumo (RAIL3), cujo tombo parece estar ligado ao fato de que entregou um lucro líquido de R$ 333 milhões no 2T25, em um balanço que não foi considerado “particularmente empolgante”.
Na sequência vem a Prio (PRIO3), que entregou um lucro líquido 54% menor que no segundo trimestre de 2024 e ainda teve que lidar com a paralisação de plataforma no campo de Peregrino pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em seguida aparece a CVC (CVCB3), que divulgou um prejuízo líquido mais que dobrado em relação ao mesmo período do ano passado, além de sentir o impacto da valorização da moeda norte-americana, com o tarifaço de Donald Trump começando a pesar.
Na lanterna do ranking dos piores desempenhos de agosto está a Embraer (EMBR3), que teve um mês difícil ao lidar com o tarifaço de Donald Trump, mas que não chegou a refletir, ainda, nos resultados da fabricante de aeronaves no 2T25.
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