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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

SOB FORTE PRESSÃO

Afinal, de onde vêm os problemas do Banco do Brasil (BBAS3) no agronegócio — e o que esperar no próximo balanço?

O BTG Pactual trouxe algumas respostas após um encontro com a diretoria do banco e revelou o que espera do resultado do 2T25; confira

Camille Lima
Camille Lima
21 de julho de 2025
11:14 - atualizado às 13:24
Ação do Banco do Brasil (BBAS3) como urso na bolsa
Imagem: Sora / ChatGPT

Não é novidade que o Banco do Brasil (BBAS3) vem sofrendo com a forte pressão do agronegócio sobre os resultados. 

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Mas, afinal, de onde vêm os problemas do BB no agro, e até quando esses “vilões” continuarão pressionando os números da instituição? 

O BTG Pactual trouxe algumas respostas após um encontro com a diretoria do banco — e também revelou o que espera do balanço do segundo trimestre de 2025 (2T25).

De onde vêm os problemas do Banco do Brasil (BBAS3) no agronegócio?

Durante a reunião com os analistas do BTG, Marco Geovanne, diretor financeiro (CFO) do Banco do Brasil, detalhou os dois principais “culpados” que explicam a pressão sobre a carteira agrícola.

O primeiro é o desempenho recente do agronegócio. Muitos produtores viram suas margens encolherem e o endividamento crescer, o que afeta diretamente a capacidade de pagamento. No entanto, essas operações ainda seguem saudáveis, segundo Geovanne. 

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É por isso que o diretor do BB ainda é otimista quanto às tendências futuras. 

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Com a recuperação do fluxo de caixa — assumindo safras bem-sucedidas, claro — esses clientes devem conseguir honrar os compromissos com o Banco do Brasil daqui em diante, afirmou o CFO.

O segundo fator é mais complexo e difícil de conter: a chamada "judicialização predatória".

De acordo com Geovanne, muitas empresas do setor agro estão sendo abordadas “de forma oportunista” por escritórios de advocacia que oferecem a recuperação judicial como uma alternativa para reduzir o endividamento. 

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Isso impede que o Banco do Brasil execute suas garantias hipotecárias contra os calotes, complicando a gestão da carteira de crédito agrícola.

O agronegócio vai continuar a pressionar o balanço no 2T25?

O Banco do Brasil (BBAS3) já traçou estratégias para tentar mitigar os efeitos da judicialização no setor agrícola. 

A principal medida será exigir mais garantias por meio de alienações fiduciárias nas próximas concessões de crédito, segundo o CFO. 

Essa mudança visa proteger o banco de inadimplências futuras, além de aumentar a segurança das operações.

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Apesar dos desafios no agronegócio, a administração do Banco do Brasil (BBAS3) segue confiante no potencial do novo crédito consignado privado, que é considerado uma peça-chave para a geração orgânica de capital no futuro, devido às margens elevadas. 

O banco já originou cerca de R$ 5 bilhões nesse produto, com expectativa de inadimplência entre 2% e 3%. 

O que esperar do resultado do Banco do Brasil (BBAS3) no 2T25?

Diante desse cenário, o BTG Pactual projeta mais uma rodada de pressão sobre a rentabilidade do Banco do Brasil (BBAS3) no segundo trimestre. 

“É razoável esperar que o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) do BB fique no patamar de ‘dois dígitos baixos’ neste ano, em torno de 10% a 13%”, indicaram os analistas.

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Segundo os analistas, isso pode levar o banco a adotar medidas de preservação de capital, como reduzir o payout de dividendos ou vender ativos e carteiras de crédito. 

Na visão do BTG, o Banco do Brasil também pode trazer o guidance (projeção) para 2025 revisado no próximo balanço, o que poderá trazer mais clareza sobre o direcionamento da instituição nos próximos meses.

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