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A gigante do setor de proteínas liderou os ganhos do Ibovespa no último dia de negociação das ações JBSS3. Veja os próximos passos da dupla listagem da JBS
As ações da JBS (JBSS3) se despediram da B3 em grande estilo. No último dia de negociação na bolsa brasileira, os papéis da gigante do setor de proteínas lideraram os ganhos do Ibovespa nesta sexta-feira (6).
A dona da Friboi, Seara e Swift terminou o pregão com alta de 1,93% na B3, negociada a R$ 39,03. No ano, os papéis acumulam ganhos de 15,2%.
É preciso lembrar que esse não é o fim da jornada da JBS na B3. Pelo contrário.
A partir da semana que vem, ela estará de cara nova na bolsa brasileira, com a estreia dos BDRs (recibos de ação) na próxima segunda-feira (9).
Os BDRs são certificados que representam ações emitidas por empresas sediadas em outros países. No caso da JBS, os papéis serão lastreados nas ações classe A da JBS N.V., nova holding global do grupo.
A mudança faz parte do processo de reorganização societária e internacionalização da companhia, que agora terá a JBS N.V. como controladora e listada na Bolsa de Nova York (Nyse).
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Vale lembrar que os acionistas receberão os BDRs da nova empresa listada no exterior.
Cada acionista da JBS receberá 1 BDR para cada 2 ações ordinárias detidas, conforme o modelo aprovado em assembleia no último dia 23.
Além disso, os acionistas da JBS (JBSS3) poderão converter BDRs em ações na bolsa americana.
Os investidores que desejarem realizar a troca precisarão:
Na avaliação de analistas, a dupla listagem da JBS nos EUA deve desbloquear potencial do frigorífico brasileiro. Veja a análise e saiba o que fazer com as ações.
A JBS (JBSS3) não é a única empresa do setor de frigoríficos a brilhar na bolsa nesta sexta-feira. Na realidade, as ações de outros frigoríficos chegaram a subir em bloco nesta sessão, embora tenham perdido o fôlego na reta final do pregão.
A performance do setor no início do dia veio na esteira do reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) de que o Brasil está livre de febre aftosa. O certificado foi entregue ao presidente brasileiro em sua visita à capital da França.
Com este documento, o Brasil passa a ter um reconhecimento internacional do máximo status sanitário e deve permitir que as carnes brasileiras possam acessar outros mercados mais exigentes, como é o caso do Japão e Coreia do Sul.
O Brasil iniciou a campanha de erradicação da doença na década de 60 e desde lá avançou no controle da doença, conseguindo a certificação um ano antes do prazo acordado no Plano Estratégico do programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA), lançado em 2017.
*Com informações do Money Times.
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