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CORRIDA À CASA BRANCA

Vale tudo? Trump fala em “banho de sangue” caso perca as eleições nos EUA e faz outras ameaças assustadoras

O republicano também usou insultos e vulgaridades contra imigrantes, procuradores e governadores e chamou o rival democrata Joe Biden de “presidente estúpido”

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Silhueta de Donald Trump - Imagem: Shutterstock

Donald Trump é conhecido por sua língua afiada e não é de hoje — quando era presidente, ele colocou os EUA em algumas saias justas, por exemplo, com a China, e se colocou como alvo da justiça ao inflamar os ânimos de apoiadores que acabaram invadindo o Capitólio. Mais uma vez, o republicano pode ter ido longe demais na tentativa de voltar à Casa Branca em novembro. 

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Ao discursar no sábado (16) para a campanha de Bernie Moreno, que concorre ao Senado norte-americano por Ohio, Trump falou sobre “um banho de sangue” caso perca as eleições presidenciais contra Joe Biden. 

“Agora, se eu não for eleito, será um banho de sangue para todos – isso será o mínimo. Será um banho de sangue para o país”, disse Trump. 

A língua afiada de Trump

A língua afiada do republicano não parou aí. Trump também usou uma linguagem desumanizante quando se referiu aos imigrantes, manteve um fluxo constante de insultos e vulgaridades e previu que os EUA nunca teriam outras eleições se ele não ganhasse em novembro.

“Não creio que teremos outra eleição, ou certamente não teremos uma eleição que seja significativa”, afirmou. 

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Trump também alimentou temores sobre o fluxo de imigrantes que chegam aos EUA pela fronteira sul. Tal como fez durante a campanha bem-sucedida em 2016, ele usou uma linguagem incendiária para apresentar os imigrantes como ameaças aos cidadãos norte-americanos.

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O republicano afirmou, sem provas, que outros países estavam esvaziando suas prisões de jovens para enviá-los à fronteira. 

“Não sei se você os chama de ‘pessoas’, em alguns casos”, disse ele. “Eles não são pessoas, na minha opinião”, acrescentou. 

Mais adiante no discurso, Trump se referiu aos imigrantes como “animais”.

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Trump não poupou os democratas

Trump fez comentários depreciativos sobre vários democratas, incluindo aqueles que ele frequentemente visa, como Biden e Fani Willis — a promotora de Atlanta que supervisiona o caso criminal na Geórgia. 

Ele também não poupou aqueles amplamente vistos como possíveis futuros candidatos presidenciais como o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e o governador de Illinois, J.B. Pritzker.

Trump chamou Biden de “presidente estúpido” várias vezes e a certa altura se referiu a ele como um “filho da mãe burro”.

Ele também fez piada com o nome da procuradora Willis e criticou a aparência física do governador de Illinois. 

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Biden responde

A campanha de Biden emitiu um comunicado após o evento alegando que os comentários de Trump intensificaram “as ameaças de violência política”.

“Ele quer outro 6 de janeiro, mas o povo norte-americano vai dar-lhe outra derrota eleitoral neste novembro porque continua a rejeitar o seu extremismo, o seu afeto pela violência e a sua sede de vingança”, disse James Singer, porta-voz da campanha de Biden.

Steven Cheung, porta-voz de Trump, esclareceu que o republicano estava falando sobre a indústria automobilística e a economia, não sobre violência política. 

“O corrupto Joe Biden e sua campanha estão se envolvendo em ações enganosas, fora de contexto e de edição”, diz comunicado da campanha do republicano.

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*Com informações da AP e do The New York Times

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